Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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Ele mostrou a corrupção na polícia do Rio

Por Jorge Antonio Barros em 07/01/2014 na edição 780

Morreu agora há pouco [sexta-feira, 3/1] o grande jornalista Mário Morel, aos 76 anos, de infarto. Além de ter sido um dos pioneiros do telejornalismo brasileiro, foi também o autor da primeira reportagem que trouxe à tona a corrupção na polícia do Rio de Janeiro, em 1959. Essa reportagem foi publicada na revista Mundo Ilustrado, cujo diretor de redação era ninguém menos que Joel Silveira, outro grande jornalista. 

A reportagem de Morel revelou que as delegacias de polícia do Rio tinham “caixinhas”, recolhendo propinas de todas as atividades ilegais na cidade, como jogos clandestinos, aborto, lenocínio e ferro-velho. A matéria resultou numa CPI e na demissão do então chefe de Polícia, general Amaury Kruel.

Natural de Santos, SP, Mário era filho do jornalista Edmar Morel. Ele começou no jornalismo em 1953, aos 16 anos. Na TV, foi pioneiro no telejornalismo no Jornal de Vanguarda, com Fernando Barbosa Lima e Walter Clark. Durante anos dirigiu o Sem Censura e outros programas da TVE, de onde saiu desgostoso.

Morel deixa cinco filhos – entre os quais o jornalista e historiador Marco Morel – e oito netos. Ele será sepultado às 16h de amanhã, no Cemitério São João Batista.

Em 2008, Morel deu depoimento ao Centro de Cultura e Memória do Jornalismo.

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Jorge Antonio Barros é jornalista

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