Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MEMóRIA > BEATRIZ THIELMANN (1952-2015)

Jornalista da TV Globo morre aos 63 anos

Por ‘OG’ em 31/03/2015 na edição 844
Reproduzido do Globo.com, 29/3/2015; título original “Jornalista Beatriz Thielmann morre aos 63 anos”

A jornalista Beatriz Thielmann, da TV Globo, morreu neste domingo [29/3], no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, vítima de um câncer no peritônio, aos 63 anos. O corpo deverá ser trazido nos próximos dias para o Rio de Janeiro e cremado.

A repórter tinha mais de três décadas de carreira. Cobriu momentos importantes da História do país, como a promulgação da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, a eleição e a morte de Tancredo Neves, a Eco-92, a Rio+20 e a visita do Papa Francisco. Recebeu o Prêmio Ibero-Americano do Unicef por uma reportagem sobre turismo sexual infantil. “O meu jeito de ser jornalista é o inconformismo. Acho que nasci para buscar as coisas, para escutar, para falar. O meu estilo é o de ser repórter”, afirmou, em entrevista ao site Memória Globo.

Na TV Globo, a jornalista passou pelos telejornais “Bom Dia Brasil”, “Jornal da Globo”, “Jornal Nacional”, “Globo Repórter”, além da “GloboNews”. Beatriz foi a primeira repórter da emissora a entrevistar Fidel Castro, em 1987. Ela viajou junto com o ministro das Relações Exteriores na época, Abreu Sodré, e mais uma equipe de sete jornalistas e colunistas. Era a única repórter de televisão.

Nos últimos anos, a jornalista cobriu para o “Jornal Nacional” a morte de colegas, como Chico Anysio, José Wilker e Hugo Carvana. Acompanhou os preparativos para o debate entre os candidatos à Presidência da República, em 2014, no Projac. Informou aos telespectadores a renúncia do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade; a inauguração do Museu de Arte do Rio, o Mar e a exposição sobre Roberto Marinho que mostrou a vida e a obra do jornalista.

Para a jornalista Mônica Waldvogel, amiga de Beatriz desde 1987, a perda é gigantesca.

– Nós nos conhecemos em Brasília, trabalhando. Ela era mineira, mas se considerava carioca de alma. Beatriz sempre teve um olhar para o mundo voltado para o que estava sendo consertado, e não destruído. Era diferente de mim nesse sentido e, por isso, tínhamos uma amizade que me completava. Alguém com a visão de vida que ela tinha sempre recebe a admiração de todos que estão à sua volta. Com a Beatriz era assim – disse Mônica, ainda bastante emocionada.

Beatriz deixa dois filhos.

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