Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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Com a palavra, o homem-verdade

Por Alberto Dines em 04/02/2014 na edição 784

Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.

Na série de especiais dedicados aos 15 anos deste programa tivemos uma figura extraordinária, uma das vozes mais veementes e críticas do cinema nacional, da mídia nacional, da cena cultural brasileira, infelizmente pouco ouvida, mas quando ouvida, incômoda.

Na semana passada, tivemos o privilégio de reviver aquele empolgante encontro com o cineasta Eduardo Coutinho, o homem-verdade. Hoje, uma tragédia nos impõe a obrigação de ressuscitá-lo com toda a sua grandeza, nobreza, vitalidade. Suas convicções e, sobretudo, sua independência.

Veterano jornalista da mídia impressa e profissional de TV, Eduardo Coutinho encarna a nossa mídia, é o seu ícone e não apenas pelo sangrento desfecho do domingo (2/2).

Nas homenagens que a imprensa prestou não se lembrou uma das suas obras mais recentes: um painel documentário de dezenove horas. Sim, você ouviu corretamente: 19 horas. Um retrato arrasador da TV brasileira exibido uma única vez para trezentos privilegiados numa versão de noventa minutos.

Se a mídia brasileira pretende prestar uma homenagem sincera a Eduardo Coutinho deve movimentar-se e autorizar a exibição deste monumento cinematográfico. Será uma demonstração de maturidade e grandeza de uma indústria que raramente assume o seu papel de inspiradora de superações e avanços.

Com a palavra, Eduardo Coutinho, um cabra marcado para viver.

Assista aqui

>> A.D. entrevista Eduardo Coutinho

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