Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

MEMóRIA > A morte de um visionário

Marco Antonio Coelho 1926 – 2015

22/11/2015 na edição 877

Uma ironia do destino acabou juntando biografo e biografado num mesmo desfecho.  O jornalista mineiro Marco Antonio Coelho, autor de uma história do rio Doce, morreu, aos  89 anos, no mesmo mês em que o rio ao qual ele dedicou anos de estudo foi declarado agonizante em consequência de um desastre ambiental provocado por uma mineradora.

Marco Antonio Tavares Coelho nasceu em 1926 em Belo Horizonte, formou-se em direito mas foi no jornalismo que ele encontrou a sua grande paixão profissional.  Militante político comunista foi um dos dirigentes do PCB na época do golpe militar de 1964, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro. Teve seu mandado cassado e foi preso em 1975, quando foi torturado barbaramente por ser o editor do jornal, Voz Operária,  do Partido Comunista Brasileiro.

Após a redemocratização continuou no jornalismo, foi editor da revista do Instituto de Estudos Avançados, da Universidade de São Paulo ( USP) e autor de dois livros. Uma autobiografia com o titulo de “A Herança de um Sonho” , e uma obra histórica sobre o rio Doce e a a mineração em Minas Gerais. O livro ” Rio Doce, a espantosa evolução de um Vale”,  lançado em 2011 já aponta riscos ambientais que acabaram se materializando tragicamente no desastre de Mariana.

Segue-se a reprodução do  vídeo de uma entrevista publicada pelo site Resistir é Preciso, onde Marco Antonio conta episódios de sua vida.

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