Domingo, 25 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

MEMóRIA > HENRI CARTIER-BRESSON (1908-2004)

Morre ‘o olho do século’

10/08/2004 na edição 289

Morreu, aos 95 anos, no dia 2/8, o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson, fundador da agência Magnum, em 1947. Considerado um dos fundadores do fotojornalismo moderno, era chamado pelos admiradores de seu trabalho de ‘o olho do século’, em alusão aos importantes eventos do século 20 que registrou – a liberação de Paris tomada pelos nazistas, a Guerra Civil Espanhola, a morte de Mahatma Gandhi e a queda de Pequim sob as forças revolucionárias de Mao Tse-Tung, entre outros.

Durante a 2a Guerra Mundial, Cartier-Bresson escapou duas vezes de um campo alemão de prisioneiros, onde passou, ao todo, três anos. Atuando na Resistência Francesa, ajudou companheiros a fugirem. Em 1954, foi o primeiro fotógrafo ocidental a entrar na União Soviética após a morte de Stálin, no ano anterior. Características marcantes de seu trabalho são a opção pelas fotografias em preto-e-branco e o talento para estar no lugar certo na hora certa, e não perder o que ele chamava de ‘momento decisivo’ para registrar uma cena. Em 1966, Cartier-Bresson deixou a Magnum, mas continuou seu trabalho como fotógrafo, vivendo em Paris com sua segunda mulher e um filho adotado. Homem reservado, foi enterrado numa tranqüila cerimônia familiar em Monjustin, na Provença. As informações são da Reuters [4/8/04].

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