Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

MONITOR DA IMPRENSA > OLIMPÍADAS 2012

Mais de 21 mil jornalistas chegam a Londres para os Jogos

24/07/2012 na edição 704
Tradução: Larriza Thurler (edição de Leticia Nunes)

Milhares de concorrentes invadiram Londres nas últimas semanas para os Jogos Olímpicos. Não, não são atletas, e sim profissionais de imprensa. Mais especificamente, mais de 21 mil deles. A promessa é que a competição, que tem início no dia 27/7, tenha uma cobertura em uma escala sem precedentes e uso recorde das redes sociais. Para se ter uma ideia, o número de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e técnicos é duas vezes maior que o de atletas.

A rede britânica BBC oferecerá até 2,5 mil horas de cobertura ao vivo e em serviços móveis. “Estes serão os primeiros Jogos Olímpicos digitais, com a BBC fornecendo aos telespectadores a cobertura mais ampla que já teve”, avisou a emissora. Com uma equipe de 765 pessoas credenciadas para o evento, a equipe da BBC será um terço maior do que a enviada às Olimpíadas de Pequim em 2008.

A página da rede no Facebook exibirá, pela primeira vez, cobertura ao vivo. Uma outra novidade é a transmissão em 3D das cerimônias de abertura e encerramento, além de trechos diários, para telespectadores equipados com aparelhos em 3D.

A NBC, emissora oficial dos Jogos nos EUA, também planeja transmitir mais de 200 horas de cobertura 3D, com atraso de um dia. A rede enviará 2,7 mil profissionais a Londres para produzir pelo menos 5,5 mil horas de cobertura. O site também exibirá ao vivo cada evento esportivo. “Esta será o evento coberto de maneira mais abrangente na história televisiva”, declarou Mark Lazarus, presidente da NBC Sports.

Das agências internacionais, a Agence France-Presse enviará uma equipe multi-idiomas de 150 profissionais, além de 30 jornalistas da subsidiária alemã SID. Já a americana Associated Press terá em torno de 200 profissionais em campo, e o Yahoo! enviará 26 jornalistas – 10 a mais do que enviou a Pequim.

Além dos 21 mil jornalistas credenciados, de seis mil a oito mil profissionais estão em Londres para cobrir aspectos “não-esportivos” dos Jogos, sobre temas que vão de transporte a segurança.

Estrutura especial

Organizadores dos Jogos construíram dois centros de imprensa no coração do Parque Olímpico, na parte leste de Londres. No local, há bancos, correios, além de mercearia, academia, salão e centro médico. “A mídia está conosco por tanto tempo e os profissionais trabalham por muitas horas. Eles não têm a oportunidade de viver uma vida normal enquanto estão aqui, então planejamos oferecer a eles estes serviços”, contou Mandy Keegan, gerente do principal Centro de Imprensa. Um restaurante para quatro mil pessoas servirá 480 mil refeições aos jornalistas, com um cardápio internacional, além de 1,6 milhão de xícaras de chá e café. Aqueles de plantão poderão pedir, ainda, pizza em suas mesas de trabalho.

A igreja de St. Bride, na Fleet Street, rua que já foi lar de jornais legendários, oferecerá alojamento a dezenas de jornalistas com orçamento apertado de lugares como Togo, Croácia e Romênia. No que se refere à parte técnica, a British Telecom (BT) está preparada para, nas horas mais ocupadas, manter o fluxo de 60 gigabytes de informação – equivalente a três mil fotografias – na rede por segundo. Informações de Anne-Laure Mondesert [Inquirer Sports, 16/7/12].

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