Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > FRANÇA

Presidente defende proteção da vida privada

24/07/2012 na edição 704
Tradução: Larriza Thurler (edição de Leticia Nunes)         

O novo presidente da França, François Hollande, pediu aos funcionários próximos a ele para manter suas vidas particulares privadas e resolver seus problemas longe dos holofotes da mídia. “Questões particulares são resolvidas em particular”, declarou o presidente, em uma entrevista de 45 minutos exibida nacionalmente na TV no feriado da Queda da Bastilha, no dia 14/7.

Uma das razões de a entrevista ter sido feita no Hôtel de la Marine, na Place de la Concorde, e não no Palácio Élysée – residência oficial do presidente –, foi justamente a tentativa de manter sua vida pública separada da sua vida particular. “Acho que os franceses são como eu. Eles querem tudo de forma clara, sem interferência entre a vida privada e a pública do presidente”.

Polêmica

Durante a campanha, Hollande usou como mote a ideia de ser um “presidente comum”, mas logo envolveu-se em questões embaraçosas com uma possível tensão entre sua atual mulher, Valérie Trierweiler, e seus quatro filhos, fruto de casamento anterior com a ex-candidata socialista à presidência Ségolène Royal. Durante as eleições legislativas, em junho, Valérie, que é jornalista, postou uma mensagem no Twitter apoiando o rival de Ségolène para a Assembleia Nacional. Apesar do apoio público de Hollande, Ségolène perdeu a disputa e o episódio prejudicou a imagem do presidente.

O caso voltou à tona na semana passada, quando a revista Le Point publicou o que alegava ser uma entrevista com o filho de Hollande, Thomas, de 27 anos, que é advogado. Thomas dizia que seu pai ficou estupefato com o tuíte de Valérie. “Doeu em mim, pelo meu pai, que absolutamente detesta que qualquer um fale de sua vida privada”, teria afirmado ele. Segundo a matéria, Valérie já teria demonstrado ciúme de Ségolène em outras ocasiões, chegando a barrá-la no funeral da mãe de Hollande, em 2009. Ela também não compareceu à cerimônia na qual ele assumiu o cargo de presidente.

Thomas negou ter concedido a entrevista e alegou que suas palavras foram distorcidas e reproduzidas fora de contexto. Ele teria tido uma conversa casual com a jornalista Charlotte Chaffanjon, que negou qualquer distorção, mas se recusou a dizer se tomou notas durante a conversa, embora tenha usado citações completas, com aspas.

Valérie tem um pequeno escritório e uma equipe no Palácio Élysée, mas já anunciou que continuará a trabalhar como jornalista para a revista Paris Match – o que também causou polêmica. Desde que virou primeira-dama, Valérie, que não é casada no papel com Hollande, não é vista ao lado dele em diversos eventos. Durante a entrevista, Hollande disse que ela estará presente quando o protocolo demandar. Na parada militar pelo Dia da Bastilha, Valérie sentou-se com convidados, e não com o marido. A ex-primeira-dama Carla Bruni-Sarkozy sentou-se com o ex-presidente Nicolas Sarkozy. Informações de Steven Erlanger [New York Times, 14/7/12].

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