Sábado, 23 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > PROFISSÃO PERIGO

Fotógrafos libertados após sequestro na Síria

31/07/2012 na edição 705
Tradução e edição: Leticia Nunes

Dois jornalistas mantidos reféns por uma semana por extremistas islâmicos na Síria foram resgatados por rebeldes sírios na quinta-feira (26/7) O fotógrafo holandês Jeroen Oerlemans e o fotógrafo britânico John Cantlie foram sequestrados em 19/7 logo depois de entrarem na Síria por Bab al-Hawa, na fronteira com a Turquia – uma região dita sob controle de um grupo jihadista.

Segundo Oerlemans, os captores pareciam ser do Reino Unido, Bangladesh, Chechênia e Paquistão, e os mantiveram encapuzados e vendados o tempo inteiro. Os dois fotógrafos também eram constantemente ameaçados de morte. “Eram apenas jihadistas estrangeiros; não acho que houvesse nenhum sírio entre eles”, declarou o holandês, estimando o número de sequestradores – que falavam em inglês e diziam estar sob a liderança de um “emir” – entre 30 e 100.

Espiões

Os jornalistas foram levados por um guia, por engano, até o acampamento dos jihadistas, que inicialmente disseram que os soltariam se eles pudessem provar sua profissão. Em seguida, no entanto, passaram a acusá-los de ser espiões e a falar que os manteriam reféns para conseguir resgate. Oerlemans e Cantlie, que trabalham como freelancer, tentaram fugir, mas foram atingidos por tiros – na virilha e no braço, respectivamente – e recapturados. Ainda segundo o fotógrafo holandês, os sequestradores pareciam extremamente religiosos, diziam não ser da al-Qaeda e falavam bastante sobre a base militar americana na Baía de Guantánamo, em Cuba.

No fim da semana passada, quando estavam vendados em uma barraca, os dois homens ouviram um grupo entrar. “Eles estavam gritando com todo mundo, dizendo ‘Há quanto tempo isto está acontecendo, isso é absurdo’, gritando com os jihadistas, e então falaram que estávamos livres”, contou Oerlemans. Ele disse acreditar que as pessoas que os libertaram eram membros do Exército Livre da Síria, maior grupo de oposição ao regime do presidente Bashar al-Assad. Os dois foram levados de volta para a fronteira com a Turquia. Informações de Rod Nordland [The New York Times, 28/7/12].

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