Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

MONITOR DA IMPRENSA > PROFISSÃO PERIGO

Aumenta violência contra jornalistas na Síria

21/08/2012 na edição 708
Tradução e edição: Leticia Nunes    

Os sequestros e assassinatos de jornalistas que cobrem o conflito sírio estão se tornando cada vez mais comuns – segundo artigo do professor de jornalismo Roy Greenslade [Guardian.co.uk, 16/8], parecem ocorrer diariamente. Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas estariam na mira de “forças de ambos os lados, pró e contra o governo”.

Os casos são numerosos. Na semana passada, o correspondente sírio Ahmad Sattouf, do canal iraniano Al-Alam – que apoia o governo da Síria – foi sequestrado. O escritório do canal foi saqueado. O sequestro de Sattouf é o oitavo registrado no ultimo mês pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas. Nas últimas duas semanas, pelo menos três jornalistas que trabalhavam para veículos estatais foram mortos.

Na semana passada, quatro membros de uma equipe de TV do canal pró-governo al-Ikhbariya foram capturados em um subúrbio de Damasco por rebeldes do Exército Livre da Síria, maior grupo de oposição. Acredita-se que um deles esteja morto.

Também na semana passada, Ali Abbas, chefe de reportagem da Sana, agência de notícias oficial do país, foi morto a tiros em sua casa em Damasco. Um porta-voz da agência afirmou que o assassinato faz parte de uma campanha para silenciar veículos de mídia ligados ao governo.

No mesmo dia, Bara’a Yusuf al-Bushi, jornalista que contribuía com veículos internacionais como a Sky News e a al-Jazeera, foi morto em um bombardeio. Em maio, ele havia desertado do serviço militar obrigatório e ido para o Exército de Libertação da Síria.

Acredita-se que o apresentador da TV estatal Mohamed al-Saeed esteja morto. Um grupo islâmico ligado à al-Qaeda afirmou que o decapitou no início do mês depois de sequestrá-lo em 19 de julho. No início de agosto, o cinegrafista Talal Janbakeli, da TV estatal síria, foi sequestrado por um outro grupo armado. Poucos dias depois, uma bomba explodiu o terceiro andar do prédio onde funcionam a TV e o rádio estatais em Damasco, ferindo três pessoas. Com informações do CPJ [14/8/12] e do Guardian [16/8/12].

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