Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > MIANMAR

Governo anuncia fim de censura prévia que durou 48 anos

21/08/2012 na edição 708
Tradução e edição: Leticia Nunes    

O governo de Mianmar anunciou o fim de um longa prática de censura prévia aos veículos de comunicação impressos do país. Jornalistas foram informados, na segunda-feira (20/8), de que não precisam mais submeter seus textos a censores do Estado antes de publicá-los. Antes, todos os jornalistas de veículos impressos eram obrigados a enviar suas matérias aos censores, que decidiam o que podia, ou não, ser publicado. A prática teve início em 1964.

Desde o fim do regime militar, no ano passado, quando teve início o governo do presidente Thein Sein, Mianmar tem passado por mudanças. Nos últimos meses, jornalistas detidos foram libertados, presos políticos foram anistiados e sites antes bloqueados foram liberados. Sein, um ex-general, também convidou a principal figura da oposição no país, Aung San Suu Kyi, que ficou em prisão domiciliar por 15 anos, a voltar oficialmente à política. A Prêmio Nobel da Paz tornou-se deputada em abril.

Cautela

A organização internacional Repórteres Sem Fronteiras acolheu a notícia com cautela. “Se esta decisão for executada e se realmente significar que estes jornais e revistas não vão mais ter que mostrar os rascunhos de seus artigos a censores antes de publicá-los, marcará um ponto histórico depois de meio século de um rígido controle governamental sobre o conteúdo midiático impresso”, declarou, lembrando que a medida deveria ser aplicada a todos os setores da mídia.

A organização teme que outras medidas sejam adotadas como uma forma alternativa de censura e pede o fim da agência responsável pela censura no país, o Departamento de Gravação e Vigilância da Imprensa, que responde ao Ministério da Informação. Em outubro do ano passado, foi anunciado o seu fim, mas ele continuou a atuar. No ultimo Índice de Liberdade de Imprensa da Repórteres Sem Fronteiras, Mianmar ficou em uma das piores posições – 169ª, de um total de 179 países avaliados. Informações da AP [20/8/12] e da RSF [20/8/12].

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