Domingo, 27 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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MONITOR DA IMPRENSA > MÍDIA NOS EUA

Notícias online superam as de jornais e rádio

02/10/2012 na edição 714
Tradução: Jô Amado (edição de Larriza Thurler)

Um estudo sobre hábitos de consumo de notícias feito pelo instituto de pesquisas Pew Research Center aponta que mais americanos se informam pela internet do que por rádios e jornais. Na véspera da pesquisa, 23% das pessoas residentes nos EUA disseram que haviam lido um jornal impresso. Isso representa quase a metade do número correspondente a 2000, quando quase 50% haviam lido um jornal na véspera.

Um percentual significativo de leitores habituais de jornais agora os lê digitalmente. Atualmente, 55% dos leitores habituais do New York Times dizem ler o jornal principalmente num computador ou num aparelho móvel (smartphone ou tablet), assim como 48% dos leitores do USA Today e 44% do Wall Street Journal.

Audiência de noticiários de TV está mais velha

A televisão continua sendo a fonte de informação mais popular, mas sua audiência está mais velha. “Somente cerca de um terço (34%) das pessoas com menos de 30 anos dizem ter assistido ao noticiário da TV na véspera; em 2006, esse número era de 49%”, diz o relatório. Por sua vez, 28% das pessoas com idade entre 18 e 29 anos dizem que costumam assistir ao noticiário local. Em 2006, destaca o relatório, esse número era de 42%.

Em nada surpreende que um maior número de pessoas com idade abaixo de 25 anos acompanhe as notícias pela internet (60%) e não pelas fontes “tradicionais”, como TV, rádio e jornais impressos (43%). Um ponto chama a atenção: 29% dessas pessoas com menos de 25 anos dizem não ter assistido ao noticiário na véspera, seja por telefone celular, por redes sociais, ou por plataformas tradicionais. Esse número pouco mudou desde 2010, quando era 33%.

Assim como anteriormente, o tempo gasto, em média, pelas pessoas de idade entre 18 e 29 anos no consumo de notícias é bem menor do que o de outros grupos. As fontes de notícias vêm competindo com as redes sociais pela atenção das pessoas com menos de 25 anos, segundo o estudo. Quase o mesmo número de pessoas usou o Facebook ou qualquer outra rede social na véspera, quanto acessou notícias de todas as outras fontes combinadas (76% a 71%). Apenas 5% das pessoas com menos de 30 anos disseram que acompanham o noticiário sobre “personalidades e eventos em Washington” de perto.

Os programas The Daily Show e The Colbert Report tiveram as audiências mais jovens: 39% e 43% dos telespectadores, respectivamente, têm menos de 30 anos de idade. NoNYTimes, 32% dos leitores têm menos de 30 anos, um percentual superior ao de qualquer outro jornal pesquisado e mais do dobro dos leitores de jornais diários com menos de 30 anos (12%).

Noticiários opinativos

De acordo com o estudo, 43% das pessoas disseram que “gostam muito de acompanhar os noticiários”. Isso é importante, pois, como demonstram pesquisas de consumo anteriormente feitas, as pessoas que gostam de acompanhar as notícias procuram-nas de várias fontes: 71% daquelas que gostam muito de acompanhar os noticiários assistiram à televisão na véspera, comparadas às 41% que gostam menos de acompanhá-los. A leitura de jornais é muito maior entre aqueles que gostam muito de acompanhar os noticiários do que entre os que não o apreciam tanto (44% vs. 17%).

Segundo a pesquisa, 64% dos entrevistados disseram que “preferem receber notícias políticas de fontes que não tenham um ponto de vista específico”, comparados com os 26% que prefeririam “receber as notícias de fontes que compartilhem de suas perspectivas políticas”. Isto corresponde às opiniões das na pesquisa de 2006. Por sua vez, entre os veículos a cabo individuais a audiência da CNN caiu desde 2008. Há quatro anos, quase uma quarta parte dos americanos (24%) disse que normalmente assistia à CNN e isso caiu para 16% na nova pesquisa.

Os americanos são bem informados?

Somente 14% das pessoas entrevistadas souberam responder às seguintes quatro perguntas sobre atualidades: “Que partido controla a Câmara dos Deputados? Qual o atual índice de desemprego? Qual o país que Angela Merkel lidera? Qual dos candidatos à presidência defende aumentar os impostos para os americanos de maior renda?” A maioria das audiências dos noticiários, no entanto, se saiu consideravelmente melhor (38% souberam responder às quatro perguntas).

Uma pesquisa publicada pela Universidade Farleigh Dickinson em maio revelou que os ouvintes da Rádio Pública Nacional (NPR) eram os mais bem informados. Esperava-se que uma pessoa que só assistisse ao noticiário da Fox News respondesse corretamente a a apenas 1,04 das perguntas de âmbito nacional – um número significativamente pior do que se tivessem dito que não assistiam a noticiário algum.

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