Sábado, 24 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

MONITOR DA IMPRENSA > JORNALISMO EM 2012

Relatório analisa inovações nos jornais

31/12/2012 na edição 727
Tradução e edição: Larriza Thurler

O lugar para desenvolvedores digitais é nas redações, com os jornais tendo que atrair os diversos sentidos dos consumidores nas mais variadas plataformas. “O desenvolvimento destas plataformas expandidas e estratégias interativas associadas significam que nossas redações precisam mais de desenvolvedores no jornalismo do que nunca, no dia a dia operacional da ‘engenharia da informação’, não como pessoas da TI na periferia”, aconselhou o consultor Michael Agar.

Um exemplo disso pode ser visto no The Boston Globe, onde um desenvolvedor web de fora da redação, mas com acesso aos servidores e sistemas editoriais do jornais transformou fotos não utilizadas em um seção diária chamada The Big Picture, que virou um sucesso. O conselho de Agar veio no Relatório Anual 2012 de Inovações em Jornais, uma pesquisa anual do Grupo Consultor de Mídia Internacional para a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN/IFRA), com análises de consultores.

Cobrar pelo conteúdo

Um outro assunto que preocupa editores de jornais é se deve cobrar (e como) pelo conteúdo. Na opinião do diretor da Innovation International, Javier Ramírez Bañares, mais jornais aderiram aos paywalls em menos de dois anos ao oferecer conteúdo que pode ser acessado por meio de pagamento. “Todos os modelos de pagamento oferecem aos assinantes um pacote de conteúdo mais rico do que está disponível no impresso: conteúdo adicional exclusivo, mídias sociais, vídeo, etc., assim como clubes de leitores, de vinho, oportunidades de viagens”, disse.

A chave fundamental paa o sucesso está na qualidade do conteúdo, acrescentou Bañares, citando The Wall Street Journal, The New York Times, Concord Monitor of New Hampshire, The Boston Globe, Dallas Morning News, The Guardian eFinancial Times.

E-readers

Uma nova guinada na revolução digital é a capitalização com os leitores eletrônicos, aposta Ismael Nafría, consultor da Innovation International. “Certamente, e-books são mais uma peça na transição do consumo de conteúdo do impresso para o digital, o grande investimento da Microsoft na divisão Nook, da Barnes & Noble reforça isso”, disse.

Já no que se refere à receita, as vendas de anúncios parecem estar subindo na América Latina, com anunciantes comprando grandes blocos de espaço nos jornais antecipadamente, com descontos. A consultora Marta Botero citou o grupo de jornais Capriles, da Venezuela, que está aparentemente quebrando recordes com a maior redação integrada multimídia da América Latina, com 300 jornalistas sob o mesmo teto.

Para Pedro Monteiro, a revolução trouxe com ela, no entanto, a perda de serviços para o consumidor. “Temos que adotar o que de melhor o digital tem a oferecer para nossa longa tradição de contar histórias não ficcionais”, disse. Um bom exemplo é o da The Economist, que criou um site destinado exclusivamente para smartphones e tablets, com foco nas eleições presidenciais americanas de 2012.

Para evitar repetir o erro de outros sites de notícias, Álvaro Moncada aconselhou editoras a dar as notícias assim que elas acontecerem, não usar linguagem Flash e pensar sempre no móvel. Informações de Magda Abu-Fadil [Huffington Post, 28/12/12].

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