Sexta-feira, 31 de Julho de 2015
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº861

MONITOR DA IMPRENSA > DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Biblioteca digital pública é inaugurada nos EUA

23/04/2013 na edição 743
Tradução: Rodrigo Neves, edição de Leticia Nunes. Informações de Robert Darnton [“Free to All”, The Chronicle of Higher Education, 18/4/13] e Public Radio International [“New Digital Public Library of America seeks to increase accessibility to treasured works”, pri.org, 18/4/13]

Com a missão de tornar acessíveis todas as coleções de todas as bibliotecas dos EUA, a Biblioteca Digital Pública da América (DPLA) foi inaugurada na semana passada (18/4), aniversário do episódio da independência americana em que Paul Revere avisou às tropas americanas sobre as movimentações britânicas.

Segundo a diretora de conteúdo da DPLA, Emily Gore, a coleção será composta por obras em domínio público e pelo conteúdo que as bibliotecas, arquivos e museus possuem direito para colocar online. “Isso pode incluir conteúdo como manuscritos, fotografias, vídeos, aúdio e trabalhos artísticos. A DPLA não trata apenas de livros”, disse a diretora. “O objetivo é utilizar a tecnologia disponível, incluindo melhor banda larga, para juntar todas essas coisas em um lugar acessível, para que pequenas associações históricas e outras instituições possam contribuir, para então [este conteúdo] ser compartilhado em escala maior”.

Liberdade

Para Robert Darnton, professor e bibliotecário da Universidade de Harvard, a data escolhida para lançar a DPLA não é uma coincidência. De acordo com ele, o episódio de Paul Revere foi um “grito pela liberdade”. “Liberar o acesso ao conhecimento pode não ser tão dramático, mas é igualmente importante. Revere e todos os pais da independência sabiam que a república não poderia florescer se seus cidadãos não fossem educados e informados”, diz.

“Os revolucionários americanos acreditavam no poder da palavra, mas só tinham a palavra falada e da imprensa. Nós temos a Internet. Graças à tecnologia moderna, podemos entregar todos os textos, de todas as bibliotecas, para todos os cidadãos do país e para todo o mundo. Se falharmos, não estaremos cumprindo nossa função civil”, completa.

No entanto, Darnton não minimiza os obstáculos para a propagação do conhecimento. “Além das inadequações de nossas escolas, enfrentamos interesses comerciais que querem possuir o conhecimento que pertence ao público e cobrar por seu acesso. A DPLA toma partido pelo acesso aberto, pela democratização em vez da comercialização”.

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