Domingo, 08 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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Para YouTube, batalha com a TV já chegou ao fim

07/05/2013 na edição 745

A disputa do YouTube com a TV – se é que houve alguma – já acabou, segundo o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt. Em uma apresentação para anunciantes na semana passada, Schmidt negou-se a prever que o site de compartilhamento de vídeos substituirá o ato de se assistir à TV. “Isso já aconteceu”, disparou, acrescentando que “o futuro é agora para o YouTube”.

O site ultrapassou recentemente a marca de um bilhão de visitantes únicos ao mês. “Se você acha que isso é um grande número, espere para ver os seis ou sete bilhões”, disse, de olho nos países subdesenvolvidos.

Há um ano, o YouTube parecia ter como foco reinventar a TV ao financiar o lançamento de mais de 100 canais de marcas conhecidas a personalidades de Hollywood. Mas essa iniciativa não foi sequer mencionada no evento, realizado como parte da “NewFronts”, versão para a mídia digital da tradição televisiva de promover a programação do ano e vender anúncios.

Algo novo

Desta vez, o YouTube apresentou-se como algo totalmente diferente da TV. “Não é uma substituição de algo que conhecemos”, disse Schmidt. “É algo novo que temos que pensar, programar e construir novas plataformas”.

A apresentação contou com a participação dos rappers e cantores Snoop Dogg e Macklemore, além da atriz Felicia Day. O YouTube focou no seu alcance global, engajamento com comunidades e grande audiência. “Achei que o YouTube era como a TV, mas não é. Eu estava errado”, disse Robert Kyncl, chefe de conteúdo global do site. “A TV é unidirecional. O YouTube fala de volta”. Algumas comparações foram inevitáveis. Um fato altamente mencionado foi que adultos de 18 a 34 anos acessam mais o YouTube do que qualquer canal de TV a cabo. “TV significa alcance. O YouTube significa engajamento”, afirmou Kyncl.

O YouTube também comemorou a compra pela DreamWorks da rede do YouTube destinada a adolescentes Awesomeness TV por US$ 33 milhões (em torno de R$ 66 milhões). “Isso é uma nova forma de conteúdo, de distribuição e de consumo”, disse o CEO da DreamWorks, Jeffery Katzenberg. “É o meio do futuro e o futuro já chegou”.

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