Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

MONITOR DA IMPRENSA > REGULAÇÃO NO REINO UNIDO

Indústria midiática pressiona por criação de órgão independente

10/09/2013 na edição 763
Tradução de Larriza Thurler, edição de Leticia Nunes. Informações de Lisa O’Carroll [“Press regulation: industry presses on with new watchdog despite reservations”, The Guardian, 6/9/13]

A maior parte da indústria jornalística britânica faz pressão para que o novo órgão regulador da mídia, a Organização Independente para Padrões da Imprensa (na sigla Ipso, em inglês), esteja em funcionamento antes de 2014, ainda que haja discordâncias por parte de grandes títulos, como o Guardian e o Financial Times. O Ipso substituiria a Comissão para Reclamações sobre a Imprensa (PCC) e implementaria um novo sistema regulatório em consonância com os princípios do Relatório Leveson. O relatório do juiz Brian Leveson, que conduziu um inquérito para avaliar os padrões da imprensa britânica, já foi entregue ao governo há 10 meses.

Segundo Paul Vickers, presidente do grupo representante da indústria formado para criar o Ipso, foi feito “progresso significativo” em relação à documentação contratual e legal. “Também estão sendo feito acordos financeiros”, disse ele. Proprietários de jornais no Reino Unido, como o Guardian Media Group, publisher do Guardian, o publisher do Daily Mail, a Associated Newspapers, e a News UK, que publica Sun, The Times e Sunday Times, têm se encontrado para o que foi descrito como uma “discussão construtiva” sobre o projeto. Um grupo liderado pelo parlamentar Lorde Phillips de Worth Matravers selecionará um painel independente para criar o conselho do Ipso.

Independência

Os jornais Guardian, Financial Times eIndependent expressaram preocupação com relação à independência do órgão. Eles questionam a possível influência dos principais financiadores, entre eles os grupos Associated Newspapers, News UK e Trinity Mirror. Se um acordo for alcançado até o começo de outubro, a indústria poderá apresentar uma linha unificada ao governo antes do encontro crítico do conselho no dia 10/10, no qual o royal charter (carta real) proposto pelo primeiro-ministro será considerado para aprovação. O royal charter é um documento emitido pela monarquia que permite a criação e atuação de determinada instituição – como uma universidade, por exemplo.

O Hacked Off, grupo que defende uma regulação mais rígida em nome das vítimas de invasão de privacidade da imprensa britânica, insiste que o governo rejeite o órgão criado pela indústria e priorize uma proposta que recebeu aprovação de vários partidos em março.

 

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