Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

MONITOR DA IMPRENSA > A HISTÓRIA QUE SE REPETE

Os erros de cobertura do massacre na Marinha dos EUA

24/09/2013 na edição 765
Tradução de Rodrigo Neves, edição de Leticia Nunes. Informações de Mark Coddington [“The Navy Yard and breaking-news errors”, Nieman Journalism Lab, 9/9/2013]

Os Estados Unidos sofreram outro massacre na semana passada, desta vez no Arsenal da Marinha em Washington, com um total de 12 mortos. Houve uma boa dose de jornalismo de qualidade, mas a repercussão da cobertura novamente se focou nos erros de reportagem. Andrew Beaujon, do Instituto Poynter, fez uma boa compilação dos pecados da mídia durante a tragédia, incluindo diversos veículos que nomearam o suspeito de forma errada ou tuitaram o rádio da polícia ao vivo.

Para Paul Farhi, do Washington Post, “chegamos ao ponto em que o procedimento padrão da imprensa é reportar primeiro, apurar depois e corrigir os erros no fim”. Will Oremus, da Slate, diz que apesar de jornalistas não terem que esperar pela confirmação da polícia para reportar algo, eles deveriam ser cuidadosos com detalhes como nomes de suspeitos e vítimas.

É possível sentir cansaço frente a esses erros nos comentários sobre a notícia: Craig Silverman, também do Poynter, escreveu uma coluna genérica que possui diversos links para os inúmeros textos que ele escrevera sobre situações semelhantes no passado, apontando que as pessoas sempre citam o conselho de “melhor certo do que primeiro”, mas continuam a errar quando essas ocasiões surgem.

Sempre erradas

Para Tom Scocca, do Gawker, as pessoas deveriam ignorar as primeiras notícias sobre tragédias porque estão “constantemente erradas”. “Nessas alarmantes e ainda assim tediosas horas entre a tragédia e a descoberta do que aconteceu: esqueça sobre isso, a menos que esteja na vizinhança”, escreveu. Anthony De Rosa, do Circa, lamentou o vício jornalístico de usar fontes anônimas, mas se perguntou se os erros da mídia realmente afetam a confiança do público como deveriam.

O fórum online Reddit, cujos membros provocaram um tumulto com suas tentativas de identificar os culpados pelo atentado na maratona de Boston, em abril, rapidamente excluiu uma seção dedicada a encontrar informações sobre o tiroteio na Marinha por violar a regra sobre postagem de informações pessoais no site.

Para Mathew Ingram, do GigaOM, tanto o jornalismo tradicional como a mídia colaborativa podem acrescentar à reportagem de situações urgentes. Segundo ele, os jornalistas profissionais deveriam usar mais fontes colaborativas como o Reddit para melhorar suas informações e fugir de erros.

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