Segunda-feira, 20 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1037
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MONITOR DA IMPRENSA >

Equipe da al-Jazeera é acusada de ‘ameaça à segurança nacional’

31/12/2013 na edição 779

Quatro jornalistas da rede de TV al-Jazeera English foram presos no Egito sob acusação de produzir e exibir notícias falsas. O Ministério do Interior egípcio alega que os profissionais mantiveram encontros “ilegais” com o grupo Irmandade Muçulmana, que foi proibido no país e classificado, na semana passada, como organização terrorista. O governo interino, apoiado pelos militares, começou a sufocar a Irmandade Muçulmana depois que o presidente Mohammed Morsi, que pertencia ao grupo, foi tirado do poder, em julho. Desde então, mais de mil manifestantes pró-Morsi foram mortos em conflitos com forças de segurança e milhares de partidários da Irmandade foram presos, incluindo a maioria dos líderes do movimento.

No domingo (29/12), foram presos o chefe da sucursal do Cairo, Mohamed Fadel Fahmy, o produtor Baher Mohamed, o repórter Peter Greste e o cinegrafista Mohamed Fawzy. O australiano Greste é um experiente correspondente internacional que já trabalhou na BBC, Reuters e CNN e ganhou um Prêmio Peabody em 2012 por um documentário sobre a Somália para a rede britânica.

Em declaração, o governo acusou os jornalistas de exibir notícias falsas que prejudicam a segurança nacional. Câmeras, gravações e outros materiais – que, segundo as autoridades, promoviam a Irmandade – foram confiscados.

A pressão sobre a imprensa no Egito aumentou desde a saída de Morsi. Diversos canais islâmicos foram fechados e seus profissionais, brevemente detidos. A Al-Jazeera já havia sofrido com buscas em seus escritórios no Cairo, além de equipamento confiscado e funcionários presos – dois deles, o jornalista Abdullah Al Shami e o cinegrafista Mohammad Badr, continuam encarcerados.

A prisão dos profissionais de imprensa ocorreu pouco depois de novos confrontos violentos entre a polícia e partidários da Irmandade. Mais de 260 manifestantes foram presos e três pessoas morreram na semana passada. O grupo foi considerado “organização terrorista” depois de um ataque com um carro bomba no dia 24/12 que atingiu um prédio da polícia na cidade de Mansura, no Delta do rio Nilo, deixando 14 mortos e mais de cem feridos. O governo acusou a Irmandade de responsabilidade pelo atentado, o que o grupo nega.

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