Domingo, 19 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1037
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Geolocalização e conteúdo gerado por usuários ajudam na apuração

28/01/2014 na edição 783

Em um evento realizado no Frontline Club, na semana passada, especialistas debateram como as novas tecnologias, como a geolocalização e o conteúdo gerado por usuários (UGC), podem desempenhar um papel importante no futuro do jornalismo. O Frontline é um clube de mídia em Londres que organiza palestras, exibição de documentários e debates sobre questões ligadas ao jornalismo e a seus profissionais.

No debate sobre o uso das novas tecnologias na apuração e edição de notícias, Trushar Barot, editor-assistente do setor de UGC e mídia social da BBC, disse acreditar que uma peça fundamental para o jornalismo e para a apuração de notícias no futuro será a “onipresença da cobertura móvel” ao redor do mundo. “Em dois ou três anos, existirão mais de cinco ou seis bilhões de pessoas que não apenas terão a capacidade de falar umas com as outras (digitalmente), mas também de transmitir a si próprias globalmente”, disse Barot.

O painel concordou que os eventos ocorridos na Síria e na Primavera Árabe levaram a um crescimento na produção de conteúdo gerado por usuários ao redor do mundo, quando manifestantes e testemunhas gravavam e transmitiam os acontecimentos utilizando telefones celulares.

Eliot Higgins, conhecido por seu blog sobre os conflitos na Síria em que adota o pseudônimo de Brown Moses, explicou como o Google Maps é uma peça importante em seu trabalho para verificar a veracidade de conteúdo gerado por usuários. Utilizando como exemplo a guerra civil na Líbia, ele citou como procura por referências marcantes nos vídeos e depois tentar comparar com as imagens do programa de mapas do Google.

Malachy Browne, editor de notícias do Storyful, explicou como o site desenvolveu uma tecnologia própria para verificar conteúdo gerado por usuários. “A tecnologia foi desenvolvida ao longo dos últimos anos para ‘filtrar as redes sociais’, permitindo que o Storyful escolha as histórias e monitore as redes sociais de maneira muito eficiente.”

Rastreamento

Os três participantes do debate no Frontline Club enfatizaram o impacto que a geolocalização terá sobre o processo de verificação e apuração de notícias no futuro próximo, principalmente com o aumento do volume de imagens registradas com o uso de aparelhos celulares.

Outro tema do painel foi a preocupação de como a geolocalização também pode ser utilizada para que pessoas – ou governos – identifiquem aqueles que estão disseminando informações contrárias aos seus interesses. Uma solução, disse Higgins, pode ser o InformaCam, um software que está sendo desenvolvido pelo Guardian Project para “criar dados adicionais, encriptá-los e enviá-los para um servidor seguro”.

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