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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MONITOR DA IMPRENSA > REPRESSÃO A VAZAMENTOS

Ofensiva de Obama ‘congelou’ reportagens, diz editora-chefe do ‘NYT’

04/02/2014 na edição 784
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Catherine Taibi [“NY Times’ Jill Abramson: Obama Crackdown Has Created ‘Freeze’ On Reporting”, The Huffington Post, 31/1/14]

A editora-chefe do New York Times, Jill Abramson, condenou na semana passada (30/1), em palestra na Escola de Jornalismo de Columbia, a repressão da administração de Barack Obama em relação a vazamentos de informações, dizendo que o tratamento do governo ao caso Edward Snowden tem assustado fontes em potencial e criado um “congelamento real” na indústria jornalística.

De acordo com Jill, o caso Snowden teve “efeito profundo sobre o jornalismo” e impulsionou o debate sobre questões como proteção de fontes e leis de proteção à imprensa. Ela alega que a história de Snowden – e a repressão do governo em relação aos vazamentos como um todo – altera significativamente a relação entre fontes e jornalistas, já que potenciais vazadores passam a hesitar em fazê-lo. A editora-chefe afirmou que uma consequência direta desta repressão em seu trabalho é que agora o Times é obrigado a “pisar um pouco no freio”, pois há questões maiores de segurança nacional envolvidas.

O debate em Columbia também contou com a presença de Janine Gibson, editora-chefe do britânico Guardian nos EUA. Foi o site do Guardian que divulgou os primeiros documentos vazados por Snowden, expondo o programa de espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA).

Traidor ou Nobel da Paz?

A questão da espionagem do governo americano veio à tona em junho do ano passado, quando Edward Snowden vazou documentos da NSA revelando programas de vigilância do governo e o monitoramento de registros telefônicos e de internet de milhares de cidadãos estrangeiros, incluindo conversas da presidente Dilma Rousseff com seus principais assessores.

Snowden pediu asilo na Rússia para evitar ser preso pelo vazamento de informações confidenciais nos EUA, e afirma que ainda está enfrentando “ameaças significativas” por suas atitudes. Recentemente, ele foi indicado por dois deputados noruegueses ao Prêmio Nobel da Paz.

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