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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MONITOR DA IMPRENSA > O PAPA É POP

A cobertura da imprensa no primeiro ano de Francisco

11/03/2014 na edição 789
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações do Pew Research Center [“Media Coverage of Pope Francis’ First Year”, Journalism.org, 6/3/14]

Após o primeiro ano de papado de Francisco, o centro de pesquisas americano Pew Research Center fez uma análise da cobertura da imprensa nos EUA e concluiu que o ex-arcebispo jesuíta – nomeado Personalidade do Ano pela revista Time em 2013 – ficou classificado entre os maiores “geradores de notícias globais” nas grandes empresas jornalísticas do país.

A avaliação foi feita com auxílio da empresa Geral Sentiment, medindo a quantidade de referências digitais sobre o Papa Francisco e comparando as ocorrências a respeito de outras figuras públicas mundialmente conhecidas durante o mesmo período do primeiro ano de papado (de 13 de março de 2013 a 31 de janeiro de 2014). Em termos de média de menções, Francisco ficou atrás apenas de Barack Obama, Nelson Mandela (falecido em dezembro de 2013) e do presidente sírio Bashar al-Assad.

O papa superou outras personalidades públicas, tendo sido citado mais vezes do que a ex-secretária de Estado americana Hillary Clinton, o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro-ministro britânico David Cameron, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e a chanceler alemã Angela Merkel. Francisco também foi mais lembrado pela imprensa do que outros líderes religiosos reconhecidos internacionalmente, como Desmond Tutu e Dalai Lama.

Jornada Mundial da Juventude

Apesar do interesse no papa Francisco ter sido intenso durante sua nomeação, o pico de popularidade ocorreu quatro meses depois, na época de sua viagem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude. Um dos momentos marcantes se deu quando Francisco se preparava para pegar o voo de volta ao Vaticano. Ao ser perguntado por um repórter sobre a questão da homossexualidade, o papa ganhou as manchetes de todo o mundo com sua resposta: “Se alguém é gay e busca o Senhor com sinceridade, quem sou eu para julgá-lo?”. Em julho de 2013, mês do evento, Francisco apareceu mais de 14 mil vezes nas fontes jornalísticas estudadas – quase duas vezes mais do que nas últimas semanas de março, quando foi apresentado ao mundo como o novo papa.

Mídias sociais

Em seu primeiro ano no Twitter, Francisco foi calorosamente recebido pelo público (atualmente possui mais de 3,7 milhões de seguidores) – o que é uma vantagem, considerando que o microblog tende a incitar mais críticas destrutivas do que o contrário, segundo análise do próprio Pew.

O discurso positivo sobre o novo papa superou o negativo, numa proporção de cinco para um. A título de comparação, o último ano do papado de Bento XVI rendeu mais do que o dobro de comentários negativos em relação a positivos no Twitter (não há dados concretos para comparar o início do mandato de Bento XVI, mas, mesmo em seus dois últimos anos como papa, ele foi citado 38% menos vezes do que Francisco em seu primeiro ano).

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