Evan Williams e o futuro da escrita online | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
Menu

MONITOR DA IMPRENSA > MEDIUM

Evan Williams e o futuro da escrita online

18/03/2014 na edição 790
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Claire Cain Miller [“With Medium, Evan Williams Is Tackling the Future of Writing Online”, The New York Times, 8/3/14]

Lançado há dois anos, o Medium não permite uma definição fechada: é uma plataforma para textos longos e curtos, é voltado para autores desconhecidos e escritores profissionais, quer encontrar o equilíbrio entre o velho modo de edição dos veículos tradicionais e o modo colaborativo e personalizado das redes sociais.

“As mudanças na mídia não são totalmente positivas no que diz respeito a criar um cidadão mais informado”, diz o fundador Evan Williams na página de apresentação do Medium. “Agora que transformamos o compartilhamento de informações em algo que não exige esforço, como poderemos aumentar a profundidade da compreensão, além de criar condições de concorrência equitativas que incentivem as ideias a surgirem espontaneamente de qualquer lugar?”.

Williams é cofundador do Twitter e da plataforma para blogs Blogger – que foi vendida para o Google. Se, com seus outros empreendimentos, ele ajudou a mudar a forma como as pessoas compartilham informações na internet, com o Medium parece tentar descobrir como iremos escrever – e ler – no futuro.

Rede social literária

Quando nasceu, em 2012, o Medium funcionava apenas com um grupo seleto de colaboradores. Hoje, o site recebe 13 milhões de visitantes únicos por mês. Voltada para textos em diferentes tamanhos, a plataforma acolhe escritores amadores e profissionais, tem um design clean e conta com uma rede de redatores e leitores para editar e descobrir novos artigos. “Há um monte de coisas que os blogs não fazem direito”, diz Williams, “como a filtragem e promoção de posts de interesse dos leitores. E blogs consomem bastante tempo também, exigindo aos autores que escolham backgrounds e formatações, e que os atualizem regularmente”.

Apesar de o Medium ter um quê de rede social literária, a plataforma pretende ser bem diferente dos formatos do Blogger e do Twitter. Williams paga a escritores profissionais por posts, em um esforço para alimentar o site com conteúdo de alta qualidade. Além disso, não há espaço para comentários no final dos artigos – os leitores podem deixar observações vinculadas a palavras-chave ou frases específicas, e os autores escolhem se tais observações serão públicas, ou mesmo se desejam receber algum tipo de opinião externa. Williams diz que isto permite um feedback mais construtivo e um diálogo sem desvios, girando em torno apenas das ideias em discussão.

O Medium também sugere posts aos leitores, com conteúdo mais personalizado, baseado em uma mistura de curadoria algorítmica e humana. Outra característica da ferramenta é reconhecer se as pessoas costumam ler mais em seus celulares ou em computadores. Os posts apresentam uma estimativa do tempo em que os textos são lidos, e o Medium formata imagens e textos automaticamente para o tipo de tela do equipamento adotado.

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem