Sábado, 26 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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MONITOR DA IMPRENSA > COREIA DO NORTE

BBC se desculpa por jornalista infiltrado em viagem estudantil

25/03/2014 na edição 791
Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Georg Szalai [“BBC Apologizes for North Korea Documentary”, The Hollywood Reporter, 17/3/14]

A rede britânica BBC desculpou-se publicamente, na semana passada [17/3], por ter infiltrado um jornalista em um grupo de estudantes da London School of Economics (LSE) que viajou à Coreia do Norte, um dos países mais isolados do mundo.

Para realizar um documentário sobre o país, que não emite vistos para jornalistas estrangeiros, John Sweeney se disfarçou de professor dos alunos da London School of Economics (LSE), já que a Coreia permite a entrada de acadêmicos e estudantes. Não se tratava de uma viagem oficial da universidade, e sim organizada por um grupo de pessoas que incluia a mulher de Sweeney, que é professora da LSE.

O documentário foi exibido em abril do ano passado no programa de TV Panorama, e as ações da emissora para conseguir se infiltrar na Coreia resultaram em uma discussão entre a LSE e a rede de TV pública do Reino Unido. Além de pedir que a BBC se desculpasse, a universidade chegou a exigir que o programa não fosse exibido, o que foi rejeitado pela rede.

Um relatório interno da BBC, divulgado na semana passada, concluiu que a reportagem infringiu seus princípios editoriais. Na época, a diretoria da LSE argumentou que a BBC colocou em risco seus estudantes. A emissora alegou que tinha informado os alunos dos perigos que eles corriam ao entrar no país com um jornalista infiltrado entre eles – caso fossem descobertos, todos poderiam ser presos.

Informações aos alunos foram insuficientes

O BBC Trust, órgão que governa a rede, pediu que seu Comitê de Princípios Editoriais analisasse os acontecimentos. Em um relatório de 42 páginas, o comitê chegou à conclusão de que a BBC falhou em preparar os alunos para os riscos que eles poderiam enfrentar na viagem.

Segundo o relatório, “enquanto o documentário tinha um grande interesse público, as informações dadas para os estudantes antes da viagem foram insuficientes e inadequadas”. Quando foi exibido, o documentário atraiu audiência de 5,1 milhões de telespectadores.

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