Terça-feira, 25 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > ANNA POLITKOVSKAYA

Assassinos de repórter russa condenados à prisão perpétua

10/06/2014 na edição 802
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações da Agence France-Presse [“Anna Politkovskaya killers sentenced to life in prison”, The Guardian, 9/6/14] e da BBC News [“Duo get life for Anna Politkovskaya murder”, 9/6/14]

Dois dos condenados pelo assassinato da jornalista russa Anna Politkovskaya foram sentenciados à prisão perpétua. No início da semana [9/6], o tribunal em Moscou determinou que o checheno Rustam Makhmudov, condenado sob acusação de disparar os tiros contra a jornalista, e seu tio Lom-Ali Gaitukayev, responsável pela logística do crime, devem passar o resto da vida na prisão.

Os dois irmãos de Rustam, Dzhabrail e Ibragim, foram sentenciados a 14 e 12 anos de prisão, respectivamente, por ajudar a rastrear a rotina de Anna. E o ex-policial Sergei Khadzhikurbanov, acusado de fornecer apoio operacional, foi condenado a 20 anos de prisão.

Ibragim, Dzhabrail e Khadzhikurbanov haviam sido inocentados em um julgamento anterior, concluído em 2009, mas a Suprema Corte russa ordenou que fosse conduzido um novo julgamento para eles. No ano passado, o ex-policial Dmitry Pavlyuchenkov foi sentenciado a 11 anos de prisão por fornecer a arma do crime.

Mandante

Anna foi morta em outubro de 2006 em Moscou. Ela era uma conhecida repórter do jornal liberal Novaya Gazeta e crítica ao governo de Vladimir Putin – principalmente às políticas do Kremlin com relação à Chechênia. Acredita-se que, pelo estilo e pela sofisticação do crime – os assassinos pesquisaram a rotina da jornalista e a executaram no prédio onde morava –, trata-se de um assassinato encomendado.

Oito anos após a morte de Anna, no entanto, nunca foi descoberto o mandante. Um porta-voz do órgão responsável pela investigação do assassinato afirmou que os esforços para que se determine quem está por trás do crime serão mantidos. A família da jornalista afirma que continuará a fazer pressão para que se descubra quem ordenou a morte.

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