Domingo, 21 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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MONITOR DA IMPRENSA >

Regras de julgamento levantam questões sobre liberdade de imprensa

17/06/2014 na edição 803

Uma polêmica decisão de uma corte de apelações do Reino Unido de permitir a presença de apenas um pequeno número de jornalistas pré-selecionados no julgamento de dois suspeitos de atos terroristas levantou preocupações sobre a liberdade de imprensa no país.

Previamente, o julgamento de Rarmoul-Bouhadjar e Erol Incedal, presos em outubro de 2013, ocorreria em sigilo, sem a presença da imprensa, e os nomes dos dois suspeitos não seriam revelados. Porém, após o jornal The Guardian e outros veículos de comunicação entrarem com um pedido na corte de apelações, a decisão foi revertida e os nomes foram divulgados.

Mas, apesar de impedir que o julgamento fosse realizado em sigilo, algumas decisões da corte não agradaram à imprensa nacional e levantaram questionamentos sobre a situação da liberdade de imprensa no Reino Unido. Segundo a decisão, seriam pré-selecionados apenas alguns jornalistas para acompanhar o julgamento; os profissionais selecionados não podem reportar sobre o julgamento até o veredicto e a sentença final. O jornalistas também não poderão levar consigo suas anotações: elas serão mantidas no tribunal ao final de cada sessão.

Organizações que acompanham os julgamentos de casos de terrorismo, como a Cage, disseram que “as medidas tomadas pela corte não irão assegurar ao público que a justiça será cumprida”. Rarmoul-Bouhadjar e Erol Incedal, ambos de Londres e com 26 anos de idade, são acusados de coleta de informações com o objetivo de participar de atividades terroristas. Ambos alegam inocência.

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