Domingo, 18 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Serviço Secreto dos EUA busca software que detecte sarcasmo

17/06/2014 na edição 803

O Serviço Secreto dos EUA está em busca um software que detecte sarcasmo nas redes sociais. A agência federal postou um anúncio para adquirir um programa de computação que, entre outras coisas, tenha a capacidade de detectar sarcasmo e outras linguagens que queiram dizer algo diferente do que está sendo escrito ou dito. A oferta para desenvolvedores expirava na semana passada.

Ed Donovan, porta voz do Serviço Secreto, afirmou ao Washington Post que o objetivo é que o software permita que a agência crie seu próprio sistema de monitoração do Twitter. Entre a lista de ferramentas solicitadas no pedido do programa estão a habilidade de identificar figuras influentes nas redes sociais e acessar postagens e dados antigos no microblog. A ferramenta para detectar sarcasmo seria apenas uma pequena funcionalidade, segundo Donovan.

Para Peter Eckersley, diretor de projetos de tecnologia na organização Electronic Frontier Foundation, o plano do Serviço Secreto não terá sucesso porque computadores não conseguem compreender as nuances da linguagem. “É difícil não ser sarcástico sobre a ideia do Serviço Secreto examinar automaticamente e por meio de algoritmos todos os seus posts nas redes sociais para determinar, entre outras coisas, que você está sendo sarcástico”, brincou.

Quando a piada termina em prisão

Ele lembra, no entanto, que existe um motivo sério para o pedido do Serviço Secreto. “Tem havido exemplos regulares e trágicos em que um ser humano, cujo crime foi ser engraçado demais, acabou com um monte de agentes apontando armas para ele e o prendendo porque fez uma piada”, diz Eckersley.

Ser sarcástico nas redes sociais pode ser, de fato, perigoso. No ano passado, um adolescente foi preso nos EUA depois de escrever no Facebook – de forma sarcástica – um comentário sobre atirar “em uma escola cheia de crianças”. Uma mulher foi presa na Holanda, dois meses atrás, por fazer, no Twitter, uma piada sobre uma ameaça de bomba a um voo da American Airlines. E em 2012, um irlandês e uma britânica que viajavam juntos foram detidos e interrogados por 12 horas no aeroporto de Los Angeles, nos EUA, depois que ele tuitou que planejava “destruir a América” – após a confusão, o homem afirmou que havia usado a palavra “destroy” como sinônimo de “festejar”.

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