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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MONITOR DA IMPRENSA > ‘THE NEW YORK TIMES’

Leitores reclamam por fim de blog sobre mortes por arma de fogo

23/06/2014 na edição 804
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Margaret Sullivan [“Readers Mourn the Loss of ‘The Gun Report’”, The New York Times, 18/6/2014]

O New York Times mantinha em seu site o blog The Gun Report (algo como “O Relatório de Armas”), de autoria do jornalista Joe Nocera, que consistia numa lista, publicada cinco vezes por semana, relatando todas as mortes por arma de fogo nos Estados Unidos. O espaço foi criado logo após o tiroteio na escola Sandy Hook, em Newtown, Connecticut, em 14 de dezembro de 2012, que vitimou 26 pessoas (a maioria, crianças). Ultimamente, o blog vinha sendo atualizado pela assistente-editorial Jennifer Mascia.

Neste mês, Nocera resolveu descontinuar a coluna e a atitude causou descontentamento entre os leitores. Margaret Sullivan, a ombudsman do NYT, relatou ter recebido mais de cem queixas devido ao fim do blog.

Divergências salariais

Nocera justificou o fim do The Gun Report dizendo que o blog já serviu ao seu propósito. Nos bastidores, diz-se que Jennifer Mascia andou se queixando dos esforços que vinha colocando no blog e que alegou divergências salariais para dar descontinuidade ao trabalho (ela permanece na equipe do NYT, no entanto, como assistente editorial de Nocera e do colunista Mark Bittman).

Tanto Nocera quanto Andrew Rosenthal, editor das páginas editoriais do jornalão, negaram qualquer divergência em relação ao salário de Jennifer. Rosenthal disse que a coluna estava se tornando repetitiva, pois era “basicamente uma lista”, e que seu fim já estava previsto.

Mudança de foco

Nocera declarou que ainda pretende abordar a questão do porte de armas nos Estados Unidos em suas colunas, embora de forma diferente. Ele agora pretende dedicar mais energia em discussões sobre a política de armamento, bem como contar histórias de pessoas e famílias afetadas pela violência armada, narrando o desenrolar dos casos pelo sistema de justiça criminal.

“Não vamos virar as costas para este assunto”, concluiu.

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