Sábado, 19 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

MONITOR DA IMPRENSA > FORMAÇÃO & PRÁTICA

Professores e jornalistas discordam sobre habilidades multimídia

01/07/2014 na edição 805
Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Alan Krawitz [“Poynter Institute Survey Reveals ‘Disconnect’ Between Journalists and Educators”, MediaBistro, 16/5/14]

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Poynter sobre as habilidades essenciais para o futuro do jornalismo mostrou que, nos EUA, jornalistas e professores universitários não andam no mesmo passo quando se trata da importância de se ter habilidades multimídia e digitais para a produção de reportagens.

De acordo com o estudo, os educadores dão muito mais importância para as habilidades digitais e multimídia do que os profissionais que atuam nas redações. Os pesquisadores pediram que professores, profissionais e alunos fizessem um ranking com a importância de 37 habilidades jornalísticas.

Um exemplo da diferença de opiniões entre professores e jornalistas profissionais foi a importância dada à habilidade de editar imagens e áudio. Cinquenta e três por cento dos profissionais disseram que a habilidade de fotografar e editar fotografias era importante ou muito importante, em comparação a 79% dos professores. Já sobre a habilidade de gravar e editar áudio, cerca de 70% dos educadores disseram ser uma habilidade importante, bem diferente da opinião dos profissionais, onde apenas 38% disseram ser importante.

Para Karen Magnuson, editora e vice-presidente no grupo de mídia Democrat and Chronicle, as escolas de jornalismo americanas não estão fazendo um bom trabalho em preparar os futuros repórteres para o mercado. “A minha experiência pessoal com recém-formados em jornalismo é que eles tendem a cair em uma de duas categorias: redatores sólidos e repórteres com habilidades limitadas para trabalhar com tecnologias multimídias ou jornalistas que são muito bons em trabalhar com vídeo, mas não entendem como apurar profundamente uma pauta além do que é divulgado nos comunicados de imprensa ou nas coletivas. Ambos os tipos são problemáticos nas redações atuais”.

Howard Finberg, coautor do estudo, acha que um dos problemas é que os profissionais estão tão focados no dia-a-dia que não conseguem ver além do horizonte.

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