Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

MONITOR DA IMPRENSA > O FUTURO DO JORNALISMO

Redações começam a valorizar jornalistas ‘multifunção’

01/07/2014 na edição 805
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Lucia Moses [“‘Employee of the future’: Bridging media’s church-state divide”, Digiday, 16/6/14]

Para ser um bom jornalista, não basta mais ter habilidades puramente editoriais. Os grandes veículos estão investindo em um novo profissional: o indivíduo multitarefa com enorme bagagem tecnológica e capacidade de trabalhar entre vários departamentos – principalmente o comercial.

A editora Time Inc. – que tem em seu catálogo publicações como as revistas Time, InStyle e Fortune – já detém uma boa quantidade de indivíduos cujos cargos cruzam os limites entre departamentos. Susanna Schrobsdorff, da equipe da Time, é jornalista, mas, além de escrever reportagens sobre comportamento, também supervisiona as contas dos anunciantes. Callie Schweitzer, diretora de inovação digital também na Time, reporta suas atividades diretamente ao departamento editorial, mas também se envolve em atividades ligadas ao TI, a novos negócios e ao desenvolvimento de público. Recentemente, ela foi responsável por uma ação junto ao Twitter para promover a Personalidade do Ano da revista.

Na editora Hearst, Kate Lewis, vice-presidente de operações de conteúdo e gerente editorial da Hearst Digital, também se envolve na parte de vendas e em questões publicitárias. Cory Haik, editora digital do Washington Post, também caminha juntamente à equipe da publicidade, convertendo conteúdo editorial para uso dos anunciantes.

A revista Entertainment Weekly (também do grupo Time Inc.) seguiu o exemplo da Time. Eric Goeres, especialista em produtos digitais e atual gerente de inovações, gasta cerca de um terço de seu tempo cuidando da parte de anúncios da revista, certificando-se de que os produtos digitais da Entertainment Weekly estejam pareados aos interesses dos anunciantes. Matt Bean, editor da revista, diz que funções como a de Goeres são o “cargo do futuro”, a pura representação da mudança no desenvolvimento dos negócios da empresa.

Conteúdo de qualidade

De acordo com Pete Wootton, diretor-administrativo da empresa de design multimídia e soluções digitais Dennis Interactive, o conteúdo patrocinado sempre fica mais bem produzido quando há o envolvimento da equipe editorial. Por esse motivo, a empresa tem exigido em contrato que seus jornalistas se envolvam com o conteúdo comercial.

No entanto, alguns profissionais questionam fatores como o acúmulo de funções e custos salariais. Edward Felsenthal, chefe de redação da Time.com, crê que esta é uma discussão de longo prazo e diz que o mais importante, no momento, é aperfeiçoar o conteúdo produzido.

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