Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > ANTES DO ‘PAYWALL’

‘New Yorker’ abre conteúdo online por tempo limitado

22/07/2014 na edição 808
Tradução: Jô Amado, edição de Leticia Nunes. Informações de Ravi Somaiya [“The New Yorker Alters Its Online Strategy”, The New York Times, 9/7/14]

A revista americana The New Yorker está reavaliando seu site e tornando disponíveis gratuitamente – pelo período de três meses, antes de introduzir um novo paywall para os assinantes – todos os artigos que publicou desde 2007. A partir desta semana [21/7], os arquivos da revista tornam-se abertos, uma medida que a empresa acredita que vá atrair mais leitores.

David Remnick, o editor-chefe da publicação, já reconheceu que a New Yorker “tinha uma espécie de paywall incômodo, que era o melhor que podíamos fazer e consistia em segurar algumas matérias”. Esse sistema, segundo ele, durou mais do que deveria.

Os três meses durante os quais os artigos serão gratuitos fornecerão à equipe da New Yorker informações que ela pretende usar para decidir como se orientar e o preço de seu “paywall métrico” – permitindo o acesso gratuito a um determinado número e determinados tipos de artigos, para em seguida cobrar de seus leitores mais ávidos por meio de um plano de assinaturas.

Os paywalls, que já foram considerados insustentáveis, tornaram-se uma espécie de opção sensata no jornalismo online, na medida em que a receita publicitária digital tem se mostrado decepcionante. Publicações de peso comoFinancial Times, Wall Street Journal e New York Times já cobram pelo conteúdo de suas edições online usando o “paywall métrico” que a New Yorker pretende usar.

Remnick destaca que um dos artigos online de maior sucesso da história da New Yorker tinha 25 mil palavras. Textos extensos, que se costumava pensar que não atrairiam audiência, mostraram-se populares na internet. O jornal britânico The Guardian, por exemplo, tem por objetivo publicar vários textos de quatro mil palavras por semana, num projeto que pretende contrabalançar suas reportagens diárias.

Um milhão de assinantes

Embora a New Yorker tenha sempre limitado a disponibilidade de seus artigos online, construiu uma operação que tentou unir a sensibilidade da revista a um processo de publicação e edição mais rápidos. O site tem seções populares disponíveis gratuitamente, como a coluna satírica Borowitz Report, de Andy Borowitz, e o blog Close Read, de Amy Davidson, uma das principais editoras da publicação.

Não ficou claro se o conteúdo corrente da revista, disponível gratuitamente no site da New Yorker, continuará gratuito depois de instalado o paywall. O novo site, projetado para ser mais limpo, com novas fontes, baseia-se no sistema de publicação WordPress – acredita-se que seja mais fácil de navegar para os aplicativos móveis.

A New Yorker diz que a mudança é posta em prática a partir de uma posição de força, pois 2013 foi seu ano mais lucrativo em várias décadas. A revista tem quase um milhão de assinantes e, em maio, seu site teve quase 12 milhões de usuários únicos. “Subimos os preços consideravelmente nos últimos anos”, afirma Monica Ray, vice-presidente da Condé Nast, holding do grupo a que pertence a revista. “E as assinaturas continuam crescendo.”

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