Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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MONITOR DA IMPRENSA >

Números do ‘NYT’ mostram queda na publicidade impressa

05/08/2014 na edição 810

O New York Times anunciou, em 29/7, seus números para o segundo trimestre de 2014. Os resultados são, no geral, piores do que os do primeiro trimestre, e o grande problema está, mais uma vez, na queda da publicidade impressa.

O problema atinge a indústria dos diários impressos como um todo. O declínio na receita dos anúncios é constante e ameaça os progressos que as organizações de notícias fazem em outras frentes, como o número de leitores ou de fontes de publicidade digital.

Enquanto a receita com publicidade digital do Times subiu 3,4% no segundo trimestre, a receita proveniente dos anúncios impressos apresenta uma assustadora queda de 6,6%. Enquanto o Times e outras companhias de mídia não conseguirem manter este número mais perto do zero, afirma o analista de mídia Ken Doctor, é quase impossível haver um crescimento global dos negócios. No primeiro trimestre, os números do Times foram surpreendentes: a publicidade impressa, por exemplo, registrou crescimento de 4%. Na ocasião, os executivos adotaram cautela, alertando que os resultados positivos talvez não conseguissem se repetir no próximo relatório. Estavam certos.

Companhia notável

Em artigo no site da revista The Atlantic, o editor Derek Thompson brinca: de tempos em tempos, “o Times reaprende que os leitores gostam mais dele do que no ano anterior, e os anunciantes gostam menos”. Ele faz uma comparação de longo prazo: em 2000, a circulação representava 26% do negócio; no segundo trimestre de 2014 chegou a 54%, enquanto a publicidade impressa continua em queda acentuada.

Ainda assim, Thompson ressalta que a queda constante de receita publicitária não deveria ser analisada como um reflexo da qualidade do jornalismo do Times. Pelo contrário, diz ele, lembrando que o declínio da publicidade nos jornais americanos é endêmico e que o jornalão nova-iorquino tem se saído melhor do que muitos de seus colegas de indústria. “Não é uma companhia ruim”, afirma. “É uma companhia notável – mais de 800 mil pessoas querem pagar por acesso online – em uma indústria terrível”.

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