Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Tecnologia molda hábitos de comunicação, diz estudo

12/08/2014 na edição 811

Um estudo publicado pelo órgão que regula a mídia no Reino Unido concluiu que uma criança brtiânicas de seis anos de idade entende mais de tecnologia digital do que um adulto de 45 anos. Segundo o relatório anual sobre consumidores britânicos do Ofcom (Office of Communications), divulgado em 6/8, uma “geração do milênio”, hoje com 14 e 15 anos de idade, é a que tem maior domínio da tecnologia.

O estudo avaliou a confiança e o conhecimento das tecnologias de comunicações para calcular o “quociente digital”, ou DQ, de cada pessoa. Conduzido com dois mil adultos e 800 crianças, ele mostrou que mais de 60% das pessoas acima de 55 anos têm um DQ abaixo da média. [Uma versão resumida do questionário foi disponibilizada para o público em geral]

O advento da banda larga, em 2000, criou uma geração de nativos digitais, afirma o Ofcom. Nascidas no novo milênio, essas crianças não conheceram a era das trevas da internet, com o sistema de discagem; as mais novas aprendem a manusear smartphones e tablets antes mesmo de saber falar. “Essas pessoas mais jovens estão padronizando as comunicações”, diz Jane Rumble, chefe do departamento de pesquisas de mídia do Ofcom. “Em consequência de terem crescido na era digital, estão desenvolvendo hábitos de comunicação fundamentalmente distintos daqueles das gerações mais velhas, mesmo se comparados aos do grupo que as antecedeu, hoje com 16-24 anos.”

Entre as crianças de seis e sete anos que já cresceram com o YouTube e a música em streaming do Spotify, o índice médio de DQ atingido foi de 98, superior ao das pessoas de 45 a 49 anos, que conseguiram 96 pontos. O índice mais alto de DQ obtido no estudo foi de 113 pontos, encontrado em pessoas de 14 e 15 anos. Esta pontuação diminui gradualmente ao longo da idade adulta antes de uma queda brusca na velhice.

TV vem se tornando menos importante

De acordo com a pesquisa do Ofcom, o fascínio com a tecnologia das comunicações digitais não se restringe aos adolescentes. Os hábitos de comunicação dos adultos de todas as idades estão mudando à medida que eles adotam serviços mais novos e usam cada vez mais aparelhos portáteis. Atualmente, uma pessoa adulta na Grã-Bretanha passa em média mais tempo acessando mídia ou comunicações (8 horas e 41 minutos) do que dormindo (8 horas e 21 minutos).

Metade dos adultos consultados disse saber muito sobre smartphones e aplicativos de tablet, mas quase a metade nunca ouvira falar do Snapchat, o serviço de mensagens de imagens lançado em 2011. Os óculos inteligentes desenvolvidos pelo Google e o relógio inteligente que a Apple deverá lançar antes do final deste ano também são um mistério para os usuários mais velhos – quase a metade de todos os adultos desconhece esses dispositivos. Mais da metade das pessoas com idade entre seis e 15 anos afirma saber bastante sobre smartphones e tablets e apenas 3% não os conhecem. O Snapchat é particularmente popular nesta faixa etária e 18% das crianças e adolescentes afirmam tê-lo usado.

A mudança mais notável está no tempo passado ao telefone. Há 20 anos, os adolescentes dedicavam suas noites a monopolizar a linha telefônica de casa, analisando pormenorizadamente casos de amor e amizades em conversas que duravam horas. Para os adolescentes que têm hoje de 12 a 15 anos, as chamadas telefônicas representam apenas 3% do tempo que passam se comunicando em qualquer tipo de dispositivo. Para os adultos, esse número sobe para 20%. As crianças e adolescentes de hoje fazem a maioria de suas ações de socialização à distância por meio de mensagens de texto e fotografias e vídeos compartilhados.

Mesmo entre os adultos, a televisão vem se tornando menos importante. O número de horas passadas em frente à telinha caiu nos últimos anos: de 4 horas e 2 minutos em 2010 e 2011, para 3 horas e 52 minutos em 2013. “Ainda não dá para julgar se é uma coisa efêmera ou o início de uma nova tendência”, diz James Thickett, diretor de pesquisas do Ofcom. “Mas a população mais jovem está abandonando a televisão ao vivo e adotando o streaming e os serviços alternativos de apresentação de programas.”

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