Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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MONITOR DA IMPRENSA >

Como melhorar as condições de trabalho dos jornalistas

07/09/2014 na edição 819

Uma delegação com membros do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e do Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (INSI) se reuniu com oficiais do governo turco para discutir a situação da imprensa no país na quinta-feira [3/10/2014].

Os membros do governo, incluindo o presidente Recep Tayyip Erdo?an, o primeiro ministro Ahmet Davuto?lu e o ministro da justiça Bekir Bozda?, defenderam a liberdade de imprensa no país, ao mesmo tempo em que concordaram em tomar medidas para melhorar as condições de trabalho dos jornalistas.

Os oficiais criticaram os meios de comunicação por, segundo eles, polarizarem e distorcerem a cobertura de eventos recentes como a corrupção no governo e os protestos no Gezi Park. Tanto jornais locais como veículos internacionais de notícias como o The New York Times e a rede de TV CNN foram citados pelos governantes.

Jornalistas presos

Atualmente, setes jornalistas se encontram presos na Turquia, número bem abaixo do registrado em agosto de 2012, quando 61 jornalistas estavam detidos, de acordo com uma pesquisa do CPJ. Porém, muitos dos jornalistas liberados ainda estão enfrentando ações judiciais e correm o risco de retornar para a prisão.

O Ministro da Justiça informou aos membros da delegação que mais três jornalistas foram libertados recentemente da prisão na Turquia. O CPJ confirmou a libertação de apenas dois.

Corte constitucional da Turquia derruba novas propostas da lei da internet

No encontro com os oficiais, a delegação expressou sua preocupação com a censura imposta na internet. Na quinta-feira [3/10/2014], um dia após os membros da delegação terem se encontrado com Ha?im K?l?ç, presidente da corte constitucional da Turquia, a corte derrubou novas emendas propostas para a lei da internet, as quais permitiriam que sites fossem bloqueados sem um mandato da justiça e que os dados dos usuários fossem coletados e armazenados.

A delegação citou os casos de ameaças feitas a jornalistas nas redes sociais depois de duras declarações feitas por membros do governo. Segundo o primeiro ministro Davuto?lu, “se algum jornalista se encontra sob ameaça ele pode recorrer ao meu Ministério que iremos fornecer proteção”.

Após a reunião, Sandra Mims Rowe, representante do CPJ que liderou a delegação, disse que “embora discordemos dos líderes do governo em relação ao papel da imprensa, estamos felizes com sua disposição para se encontrar conosco. Nós saudamos os compromissos feitos por eles e acreditamos que os oficiais reconhecem a profundidade da preocupação internacional”.

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