Sábado, 24 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1051
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MONITOR DA IMPRENSA >

Contaminação de cinegrafista expõe risco corrido por jornalistas

07/09/2014 na edição 819

Um cinegrafista americano que trabalhava para a rede de TV NBC News na Libéria foi infectado com o vírus ebola. Ashoka Mukpo, de 33 anos, freelancer que nos últimos três anos trabalhou na Libéria para meios de comunicação como a NBC e o Vice News, foi contratado para trabalhar como cinegrafista para a NBC juntamente à correspondente médica do canal Dra. Nancy Snyderman e outros membros da equipe de jornalistas que estão no país cobrindo a epidemia.

Na quarta-feira [1/10/2014] Mukpo registrou uma leve febre e foi colocado em quarentena. No dia seguinte o cinegrafista procurou o centro dos Médicos sem Fronteiras a fim de ser testado para o vírus ebola e o resultado foi positivo.

A NBC providenciou o transporte do cinegrafista para um centro médico em Nebraska, EUA, para que fosse realizado o tratamento.

Os outros jornalistas da equipe da NBC não apresentaram nenhum sintoma, mas por precaução foram transferidos de volta aos EUA e ficarão em quarentena durante 21 dias.

Jornalistas sob constante risco

Ao cobrir a epidemia do vírus Ebola, que de acordo com a OMS desde março de 2014 já matou mais de 3 mil pessoas na Libéria, Nigéria, Senegal e Serra Leoa, os jornalistas são obrigados a seguir uma série de recomendações e cuidados para não serem contaminados enquanto realizam seu trabalho.

A contaminação de Ashoka Mukpo foi um lembrete dos perigos que os correspondentes que estão cobrindo a epidemia correm. Alguns meios de comunicação estão adotando medidas para evitar que os seus profissionais sejam afetados pela doença.

A National Public Radio solicitou que seus jornalistas não participem de funerais de mortos pelo vírus e que evitem grandes aglomerações. Já o presidente da ABC News contratou uma empresa para esterilizar os equipamentos utilizados por sua equipe.

Mas não é apenas o risco de contaminação que preocupa os correspondentes. A recepção após voltar da cobertura também pode ser um problema.

Lenny Bernstein, repórter do The Washington Post que cobriu a epidemia na Libéria, relatou que ficou preocupado quando tocou no corrimão de um centro de tratamento no país africano. E mesmo com todas as precauções tomadas, após ter voltado para casa, contou que um amigo cancelou sua presença do repórter num jogo de futebol por temer que ele estivesse hospedando algum vírus incubado.

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