Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MONITOR DA IMPRENSA > O CAMINHO PARA A JUSTIÇA

CPJ alerta para impunidade em crimes contra jornalistas

04/11/2014 na edição 823
Tradução e edição: Leticia Nunes. Com informações do Comitê para a Proteção dos Jornalistas [“Breaking the Cycle of Impunity in the Killing of Journalists”] e do Guardian [“Murdered journalists: 90% of killers get away with it but who are the victims?”, 3/11/14]

Pelo menos 370 jornalistas foram assassinados na última década em retaliação direta a seu trabalho, e 90% dos criminosos não foram punidos, de acordo com as estatísticas do Comitê para a Proteção dos Jornalistas em seu relatório sobre impunidade a crimes cometidos contra profissionais de imprensa.

“A falta de justiça em centenas de assassinatos de jornalistas em todo o mundo é uma das maiores ameaças à liberdade de imprensa atualmente”, alerta a organização. “Enquanto a atenção internacional para a questão aumentou na última década, houve pouco progresso em diminuir os índices de impunidade. Os governos precisam demonstrar mais vontade política em cumprir os compromissos internacionais para que haja um impacto nos altos índices de violência que os jornalistas enfrentam rotineiramente”.

Dos assassinatos de jornalistas ocorridos de 2004 a 2013, segundo a pesquisa do CPJ, não houve condenação em 333 dos casos. Em 28 deles, houve punição parcial – alguns dos suspeitos foram condenados, mas outros continuam livres. Em apenas nove casos todos os autores do crime, incluindo seu mandante, foram condenados. O Brasil aparece em dois destes casos: o de Samuel Romã, morto em 2004, e o de Luiz Carlos Barbon Filho, assassinado em 2007.

O relatório completo em português pode ser acessado aqui.

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