Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

MONITOR DA IMPRENSA > JORNALISMO & REDES SOCIAIS

Facebook altera modo como se consome notícias

04/11/2014 na edição 823

Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Ravi Somaiya [“How Facebook Is Changing the Way Its Users Consume Journalism”, The New York Times, 28/10/14]

Para um site de notícias ter sucesso ele precisa ter um bom desempenho no Facebook. E para ter um bom desempenho no Facebook ele precisa “satisfazer” o algoritmo do Facebook. Estás duas constatações mostram como a rede social se tornou importante para os meios de comunicação e mudou a maneira como o usuário consome notícias. Com mais de 1,3 bilhão de usuários logados mensalmente, o Facebook é responsável por levar para os sites de notícias uma parte considerável do seu tráfego diário.

Se antes os leitores tinham o hábito de visitar e explorar sites jornalísticos em busca das notícias, hoje muitos deles as recebem pelas redes sociais – e clicam diretamente naqueles links que os interessam. Desta forma, sites que agregam conteúdo, como Twitter, Google News e, principalmente, o Facebook, são essenciais para os sites de jornais e revistas verem seu trabalho disseminado no mundo digital. Conseguir fazer com que o conteúdo seja interessante e “atraia” a atenção do algoritmo, uma fórmula matemática que decide o que o usuário da rede social vai ver, é primordial.

Segundo Greg Marra, engenheiro do Facebook responsável pelo código que decide o que o usuário irá ver na sua timeline, na verdade a responsabilidade sobre essa decisão é do próprio usuário, com base em suas interações. “Você decidiu quem são os seus amigos, você se conectou com as páginas que você quis se conectar e é você que pode decidir melhor sobre as coisas com que você se importa”, resume.

Uma vez por semana, Marra e sua equipe de 16 pessoas ajustam o complexo código de computador que decide o que o usuário irá visualizar quando ele logar no Facebook. De acordo com o engenheiro, o código se baseia em milhares de fatores, como, por exemplo, que tipo de aparelho o usuário está utilizando para se conectar, quantos comentários ou curtidas uma história recebeu ou quanto tempo os leitores gastaram num artigo. Caso os veículos de comunicação consigam atrair a atenção do algoritmo, os ganhos em termos de tráfego podem ser enormes.

Os executivos do Facebook classificam a relação da companhia com as empresas jornalísticas como um “benefício mútuo”. Quando elas promovem o seu conteúdo na rede social, os usuários têm mais material para ler, e as publicações recebem um aumento no tráfego online.

Jornais já tentam se adequar aos novos tempos

Sabendo da importância que as redes sociais adquiriram nos últimos anos no mercado de notícias digitais, grandes jornais começaram a se adaptar para obter um bom desempenho entre seus usuários. Executivos do New York Times, por exemplo, já se reuniram com funcionários do Facebook para discutir sobre como poderiam melhorar seu tráfego.

De acordo com Cory Haik, editora sênior de notícias digitais do Washington Post, mais da metade de seus leitores através de aparelhos móveis é da geração chamada de millennial, que consome as notícias através de redes sociais como o Facebook. Por isso, o Post começou em 2014 a oferecer seu conteúdo de diferentes maneiras, dependendo do aparelho utilizado pelo usuário.

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