Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

MONITOR DA IMPRENSA > INDÚSTRIA EM TRANSFORMAÇÃO

Curso da NYU analisa o futuro do ‘New York Times’

18/11/2014 na edição 825
Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Emily Harris [“Unique class on NYT to be offered”, NYU News, 10/11/14] e Jeremy Barr [“Spring N.Y.U. class title: ‘The Future of The New York Times”, Capital New York, 30/10/14]

Um novo curso do Departamento de Jornalismo da Universidade de Nova York (NYU) irá analisar as dificuldades enfrentadas pelo New York Times para encontrar um futuro seguro e sustentável numa indústria em constante mudança. Criado pelo professor e crítico de mídia Jay Rosen, a disciplina batizada de “O Futuro do New York Times” terá início em janeiro.

Rosen, que também é diretor de um programa na NYU voltado para projetos inovadores e a adaptação de conteúdo jornalístico para a internet chamado Studio 20, acredita que o Times, por seu tamanho e prestígio, tende a influenciar outras instituições jornalísticas, por isso é relevante analisar e compreender as tentativas do diário para se adaptar às mudanças da indústria, especialmente a transição digital pela qual passa a imprensa e a dificuldade em encontrar um modelo de negócios sustentável.

As aulas serão semanais, com duração de quatro horas cada, e Rosen aprovará os candidatos a participar. Para se matricular, o aluno terá que enviar um email ao professor descrevendo seus interesses e experiência, contando sua relação com o New York Times e explicando por que seria uma boa contribuição para o grupo. Também será obrigatório ser assinante do jornal. Rosen pretende disponibilizar parte do conteúdo do curso através de transmissões pela web.

Sem soluções

Na descrição do curso, o professor explica que o Times se adaptou à nova era digital melhor do que a maioria dos veículos, aprendendo a fazer uso de novas plataformas como o Twitter e o Facebook e formulando novos produtos, mas ressalta que o jornal ainda tem um longo caminho a percorrer.

Os 1.200 jornalistas empregados no Times têm poderosas ferramentas para trabalhar, e uma grande audiência. Mas precisam lidar com as mudanças profundas na relação dos leitores com as notícias: a forma como eles interagem com elas não é mais a mesma. Os jornalistas, de acordo com Rosen, têm que aprender como atrair as gerações mais jovens, que nunca irão desenvolver o hábito de ler jornal impresso diariamente, por exemplo. Estes profissionais precisam, assim, criar novas rotinas de trabalho, porque organizar a produção de conteúdo ao redor do produto impresso não faz mais sentido.

Rosen deixou claro que o curso não será sobre soluções possíveis para o futuro do jornal. “Será sobre o que o New York Times está fazendo agora para assegurar o seu futuro, criando um caminho de trabalho para si próprio nos anos pela frente.”

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