Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

MONITOR DA IMPRENSA > PROTEÇÃO DE FONTES

James Risen se recusa a testemunhar contra agente da CIA

13/01/2015 na edição 833
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações da Associated Press [“NYTreporter refuses to answer questions in CIA leak case”, Mashable, 5/1/15], Aruna Viswanatha e Andre Grenon (Reuters) [“James Risen Refuses To Give Information On Confidential Sources During Testimony”, The Huffington Post, 5/1/15] e da Associated Press [“Defense Department subpoenas reporter James Risen in CIA leak case”, PBS Newshour, 9/1/15]

O jornalista James Risen, repórter do New York Times, recusou-se a testemunhar durante uma audiência prévia ao julgamento do ex-agente da CIA Jeffrey Sterling, acusado de vazar ilegalmente informações confidenciais sobre uma operação fracassada no Irã. Acredita-se que Sterling tenha sido fonte de Risen para o livro State of War, publicado em 2006.

Há pelo menos seis anos, Risen vem resistindo aos esforços dos promotores para obrigá-lo a testemunhar, alegando que tem a obrigação de proteger o anonimato de suas fontes. O caso inclusive já incitou discussões sobre a liberdade de imprensa nos Estados Unidos.

Em 2013, um tribunal federal concluiu que Risen deveria testemunhar e que não teria qualquer privilégio especial como jornalista. Mesmo assim, ele se recusou a responder às perguntas da promotoria durante a audiência prévia e declarou apenas que tomou uma decisão consciente ao publicar o material no livro porque sentia que o público tinha o direito de saber a respeito de uma operação fracassada do governo.

Desfecho imprevisível

Não está totalmente claro como a postura de Risen afeta o caso, muito embora Edward MacMahon, advogado de Sterling, tenha dito que “há muitas declarações inequívocas que o governo não pode provar sem o depoimento” do jornalista.

No entanto, o governo possui uma série de registros de longos contatos por e-mail e telefone entre Sterling e Risen que podem servir com prova. A juíza Leonie Brinkema –figura proeminente no meio legal americano – sugeriu anteriormente que o governo poderia, sim, contar com tais registros para estabelecer o que fosse necessário sem o testemunho de Risen.

Agora cabe ao Ministério Público decidir se chamará o jornalista para depor no julgamento diante de um júri. Os advogados de defesa de Sterling parecem acreditar que o órgão não o fará, e já emitiram uma intimação. A expectativa, no entanto, é que ele mantenha a posição de permanecer em silêncio.

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