Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

MONITOR DA IMPRENSA > ANÁLISES EQUIVOCADAS

Fox News se desculpa por comentários sobre muçulmanos

20/01/2015 na edição 834
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações da Press Association [“Fox News apologises for terror pundit’s ‘Birmingham totally Muslim’ comments”, The Guardian, 18/1/2015], Chris Ariens [“Fox News Apologizes for Labeling Parts of Paris ‘No Go Zones’”, TV Newser, 17/1/2015] e Colin Daileda [“Fox News apologizes 4 times for error about non-Muslim 'no-go zones' in Europe”, Mashable,

O ataque ao semanário satírico Charlie Hebdo em Paris, em 7/1, tem trazido dor de cabeça para a Fox News. O canal de notícias americano foi obrigado a se desculpar mais de uma vez, nas últimas semanas, por gafes de analistas convidados.

Foram exibidos quatro pedidos de desculpas depois que o “analista em terrorismo” Steven Emerson afirmou que muitas cidades europeias têm “zonas proibidas”, onde pessoas que não são muçulmanas não ousam chegar perto. Emerson citou a cidade inglesa de Birmingham como “totalmente muçulmana”, comentário pelo qual foi duramente criticado.

Já o jornalista e ex-piloto da Força Aérea dos EUA Nolan Peterson disse que certas áreas de Paris o lembravam do Iraque e do Afeganistão. Posteriormente, a âncora Anna Kooiman pediu desculpas pela exibição de um mapa com zonas supostamente perigosas da capital francesa, afirmando que o mapa era incorreto. Os comentários de Peterson foram ridicularizados na TV francesa:

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Referindo-se à França e ao Reino Unido, a âncora Julie Banderas afirmou: “Não existe uma designação formal destas zonas e não há informações confiáveis para apoiar a afirmação de que existem áreas específicas nestes países que excluem indivíduos com base em suas religiões”.

A âncora Jeanine Pirro também emitiu uma correção por conta da polêmica alegação de Emerson sobre Birmingham. O analista recebeu diversas gozações no Twitter por dizer que a cidade não era frequentada por pessoas de outras religiões. Até o premiê britânico, David Cameron, manifestou-se, chamando-o de “um completo idiota”.

Diante da reação negativa, Emerson divulgou uma série de pedidos de desculpas por seu “terrível erro” e doou 500 libras (quase dois mil reais) para o hospital infantil de Birmingham.

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