Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

MONITOR DA IMPRENSA > VIGILÂNCIA & PRIVACIDADE

Inteligência britânica espionou jornalistas

20/01/2015 na edição 834
Tradução e edição: Leticia Nunes. Informações de James Ball [“GCHQ captured e-mails of journalists from top international media”, The Guardian, 19/1/2015]

O jornal britânico The Guardian revelou, no início desta semana [19/1], que a agência de inteligência GCHQ (Quartel-General de Comunicações do Governo) espionou e-mails de jornalistas que trabalham para algumas das maiores organizações de mídia do Reino Unido e dos EUA. As informações foram obtidas em documentos vazados pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional americana Edward Snowden.

As comunicações digitais de jornalistas de veículos como o próprio Guardian, os jornais americanos New York Times e Washington Post, a agência de notícias Reuters, a rede pública britânica BBC e o tabloide The Sun, além do diário francês Le Monde, estão entre as cerca de 70 mil mensagens eletrônicas colhidas pela agência de inteligência durante 10 minutos em um dia de novembro de 2008.

Não há indicação de que os jornalistas tenham sido espionados intencionalmente; ao que parece, os e-mails teriam sido capturados e compartilhados no sistema interno do GCHQ como parte do teste de uma nova ferramenta de grampos.

Já outros documentos da inteligência britânica também vazados por Snowden mostrariam que um relatório de segurança da informação do GCHQ teria listado “jornalistas investigativos” como uma “ameaça”, junto com terroristas e hackers.

Um porta-voz do GCHQ afirmou que o órgão tem como política não comentar assuntos de inteligência. “Além disso, todo o trabalho do GCHQ é realizado de acordo com uma estrutura legal rígida, o que garante que nossas atividades sejam autorizadas, precisas e adequadas, e que haja uma supervisão rigorosa, vinda da Secretaria de Estado, de comissários dos serviços de inteligência e interceptação e do Comitê de Inteligência e Segurança do Parlamento”, completou, ressaltando que o regime de interceptação da agência é inteiramente compatível com a convenção europeia de direitos humanos.

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