Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > PUBLICIDADE & CONTEÚDO EDITORIAL

CNN avalia inserir logo de anunciantes durante programação

10/03/2015 na edição 841
Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Brian Steinberg [“CNN Tests New Ways To Mix Ads With News”, Variety, 5/3/15]

Pensando na necessidade de encontrar novas formas para arrecadar dinheiro com publicidade, a CNN analisa a possibilidade de colocar o logo de anunciantes na barra de notícias, que fica normalmente na parte inferior da tela. “Se estiver sendo noticiada uma informação financeira ou dados dos mercados, eu posso colocar um anunciante financeiro ali”, explicou a vice-presidente executiva de vendas do canal de notícias americano, Katrina Cukaj.

No passado, a CNN rejeitou tal proposta sob o argumento de que misturar conteúdo editorial com publicidade poderia levar a uma percepção de que seu jornalismo era influenciado por questões financeiras. Porém, em 2014, o canal parece ter repensado a ideia. No decorrer do ano, a CNN procurou novas maneiras de introduzir mensagens de patrocinadores em sua programação, como no programa matinal New Day, onde um logo de um cereal aparece durante o noticiário sobre o tempo.

Porém, a ideia de colocar anúncios desse tipo em telejornais tradicionais do canal ainda encontra resistência. Inserir publicidade durante as notícias quentes, identificadas como “Breaking News”, quando informações urgentes ou recentes estão sendo reportadas, não é algo visto com bons olhos pelos executivos do canal.

“Durante o ‘Breaking News’, você não sabe o que irá acontecer e muitas das notícias reportadas são tragédias. Os clientes não querem chegar perto disso, e o ambiente não é o ideal para algumas mensagens. Porém, o aumento de programas que têm o elemento de entretenimento permite à rede de TV a oportunidade de testar ideias que a CNN não teve no passado”, declarou Donna Speciale, presidente de vendas da Turner Broadcasting, empresa proprietária da emissora.

Novas alternativas

Uma das razões para a CNN repensar e testar novas ideias para exibir anúncios é a constante queda na receita publicitária. Em 2013, o canal recebeu 319 milhões de dólares de receita proveniente de publicidade. Em 2014, esse total caiu para 285 milhões de dólares. As estimativas para 2015 são de uma nova queda, para cerca de 273 milhões de dólares.

O crescente mercado de aparelhos móveis é avaliado como uma área em que a CNN pode ter uma margem maior para colocar anúncios que não são vistos como prejudiciais ao conteúdo editorial. No aplicativo CNN Go, o usuário escolhe quais matérias quer assistir. Os anunciantes, ao patrocinar aquele conteúdo, passam a noção de que estão ajudando a levar notícias relevantes ao público – seu consumidor em potencial.

“Nós vemos a indústria jornalística se tornando mais personalizada para cada espectador. O conteúdo, assim como o anúncio publicitário, será hiper-interativo à medida que o público ganha a capacidade de lidar com ele e experimentar as notícias, em vez de apenas assisti-las”, resume Brian Bolain, gerente de marketing da fabricante de automóveis Lexus, um dos primeiros patrocinadores do CNN Go.

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