Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

MONITOR DA IMPRENSA > A AMEAÇA NETFLIX

TV se adapta à competição com serviços de streaming

16/03/2015 na edição 842
Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Jonathan Holmes [“Streaming services such as Netflix could kill local TV content”, The Sydney Morning Herald, 11/3/15] e Cecilia Kang [“Americans are moving faster than ever away from traditional TV”, The Washington Post, 11/3/15]

A queda da audiência na TV nos EUA foi maior no último ano do que em anos anteriores, de acordo com uma pesquisa do Instituto Nielsen, enquanto serviços que oferecem vídeo via streaming estão cada vez mais presentes nos lares americanos. Segundo o estudo, em 2013, um adulto assistia, em média, a quatro horas e 51 minutos de TV. Já em 2014, essa média teve uma queda de 13 minutos. Na pesquisa feita entre 2012 e 2013, a queda de audiência foi de seis minutos.

Ao mesmo tempo, cada vez mais pessoas assistem a vídeos online, com 40% dos lares americanos assinando pelo menos algum serviço de streaming, como o Amazon Instant Video, Hulu ou o Netflix – este último o mais popular deles, presente em 36% das residências nos EUA.

Em resposta a essa queda, emissoras como NBC, CBS e HBO estão lançando seus próprios serviços de vídeo por streaming, para também aproveitar desse mercado em ascensão. Por outro lado, esse movimento pode, no futuro, levar ao fim da indústria de TV a cabo e satélite como a conhecemos. De acordo com a pesquisa, a televisão ainda é a principal fonte de notícias e vídeos de entretenimento entre todas as faixas etárias, porém, as pessoas estão passando cada vez menos tempo assistindo a ela.

Netflix na Austrália

A queda na audiência sofrida pela televisão americana é uma das razões que fazem com que as emissoras australianas vejam com cautela a chegada do Netflix ao país. O serviço será lançado na Austrália em 24/3, e irá competir com outros dois serviços locais de vídeo por streaming.

Mas, ainda que haja certo receio, as emissoras acreditam que a situação americana não se repetirá por lá. Na Austrália, os canais a cabo e por satélite estão presentes em apenas 40% dos lares – diferente dos EUA, onde esse número chega a 90%. O público australiano, acreditam as emissoras, ainda tem o costume de assistir à televisão aberta, gratuita. Um adulto gasta, em média, mais de três horas diariamente assistindo à TV, e apenas 20 minutos assistindo a vídeos via streaming.

Alguns analistas de mídia, no entanto, não são tão otimistas quanto às emissoras. Para eles, apesar de terem o hábito de assistir a reality shows e programas de esporte nos canais abertos, os australianos pagariam para assistir a filmes e séries americanos sem intervalos comerciais. E isso é algo que pode afetar a audiência da TV na Austrália daqui pra frente.

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