Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

MONITOR DA IMPRENSA > JORNALISMO AUTOMATIZADO

AP vai usar robôs em matérias esportivas

24/03/2015 na edição 843
Tradução: Pedro Nabuco, edição de Leticia Nunes. Informações de Jack Shepherd [“Where next for robot journalists in the newsroom?”, Journalism.co.uk, 20/3/15] e Benjamin Mullin [“AP will use software to write NCAA game stories”, Poynter, 4/3/15]

A agência de notícias Associated Press anunciou, recentemente, que planeja utilizar algoritmos para escrever matérias sobre esportes. Há alguns meses, a AP começou a publicar relatórios sobre lucros empresariais escritos pelos chamados “jornalistas-robôs”.

De acordo com o vice-presidente e editor-executivo da agência, Lou Ferrara, o uso do algoritmo permitirá que a agência reporte com mais profundidade eventos esportivos que não tinha capacidade de cobrir anteriormente, como os campeonatos universitários. O editor também ressaltou que nenhum jornalista será demitido por conta do uso dos robôs. Segundo ele, ao colocar algoritmos para fazer o trabalho mais mecânico, como os relatório esportivos, os jornalistas podem se dedicar a tarefas mais complexas.

O sistema de matérias geradas por robôs funciona da seguinte maneira: o algoritmo criado pela empresa Automated Insights mescla os dados recebidos com palavras para formar textos informativos seguindo o padrão de regras da AP. Os textos podem ser publicados logo após serem escritos.

Seria o fim do jornalista tradicional?

A princípio, o algoritmo irá produzir matérias sobre o campeonato universitário americano de basquete. Porém, no futuro a AP pretende explorar o uso do robô em outras áreas, como pesquisas eleitorais e textos sobre previsão do tempo.

Para Hille van der Kaa, professora de mídia, interação e narração na Universidade de Ciências Aplicadas de Fontys, na Holanda, que pesquisa o uso de robôs no jornalismo, o sistema pode um dia retirar parte dos jornalistas do processo de produção de reportagens. “Você ainda irá precisar de uma equipe de produção e alguns ‘geeks’, mas não de um jornalista tradicional que coleta, analisa dados e produz histórias”, prevê.

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