Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

MONITOR DA IMPRENSA > BIG BROTHER BRASIL

A quintessência da frivolidade

Por Washington Araujo em 23/03/2010 na edição 582

Nos últimos dez anos, o canal de maior audiência da TV aberta no Brasil exibiu durante 900 noites seguidas a atração Big Brother Brasil. Em outras palavras, a TV Globo passou mais de dois anos transmitindo, de forma ininterrupta, o programa que segue o formato criado em 1994 pelos holandeses Joop van den Ende e John de Mol, nomes que deságuam na ora famosa marca Endemol.


No conjunto, são dois anos e meio falando de prêmio de dinheiro graúdo. R$ 500 mil, R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão. E também de anjo, monstro, liderança, paredão, eliminação. E tome Pedro Bial pontificando, filosofando, misturando superego, mito do herói, arquétipo e inconsciente coletivo, Brecht e Paulo Coelho, Maiakovski e Paulo Leminski, Renato Russo e Bob Dylan, arrematando tudo com a manjada moral da história extraída possivelmente dos contos da lavra dos irmãos Grimm.


O BBB é mais atração que programa. Programa tem algum tipo de encadeamento, de estrutura enquanto atração: tem pouco de previsibilidade, a ‘coisa em si’ é o que capta os sentidos da audiência. Há a ilusão da imprevisibilidade. Apenas ilusão, porque o que vale mesmo é a realidade fabricada ali na mesa de edição; é ali que se constroem os mocinhos e os bandidos, os ‘cabeças’ e os iletrados, o éticos e os aéticos.


Contrariando a máxima de que homem algum é uma ilha, o BBB termina sendo a própria ilha a ter como mar suas paredes e o tempo todo é desperdiçado com conversa, namoro, intriga, ginástica, bebedeira. No entretempo, os super-heróis do Bial se digladiam para eliminar os outros e vencer. E é o vale-tudo: fazem alianças, traem, simulam, dissimulam, enfim, tentam se aproximar do Santo Graal, aquele objeto de desejo agora representado pelo cheque de R$ 1,5 milhão.


Quem está ali se depara com o dilema da modernidade: se tornará celebridade instantânea ou retornará ao anonimato. Ser celebridade, mesmo que por poucos dias, parece conceder um sentido à vida desses participantes; e renunciar aos holofotes deve, em sua estima, equivaler simbolicamente à própria morte.


Em volta da piscina


Concordo com o ótimo poeta brasiliense Gustavo Dourado. E, de sua autoria, compartilho os bem-humorados versos:




‘É um joguete da mídia:/ De lucro comercial…/ Os bobos no telefone:/ Escravidão digital…/ A mando do Grande Irmão:/ Que acumula o vil metal…/// Loteria de milhões:/ Os bundões em evidência…/ Decadente baixaria:/ Em busca de audiência…/ Programinha indecente:/ Que está na repetência…’


É aquele desfile de corpos sarados – na maioria dos casos – com mentes vazias. Gigantes materiais e pigmeus éticos. Muita futilidade, caras e bocas, mau caratismo explícito, atentados ao pudor e à língua pátria, preconceitos raciais e sociais de todos os matizes. O voyeurismo estimulado pela atração supera e muito o interesse e curiosidade com que visitantes param em um zôo para observar a jaguaritaca, o filhote de anta e o urso polar, a girafa ou o flamingo.


O programa de maior audiência da televisão brasileira é a versão moderna de um zoológico, onde em vez de observar animais observamos do que são capazes semelhantes nossos trancafiados em uma jaula com aparência de casa, com jeito de casa. Ninguém joga pipoca nem banana, mas a atenção é concentrada: em determinada noite da semana se contabilizam formidáveis dezenas de milhões de ligações telefônicas jogadas na jaula em forma de casa com o nobilíssimo intuito de sensibilizar os administradores do zôo para que expulsem da casa – em forma de jaula doméstica – este ou aquele participante.


Em pleno verão carioca, sempre no período de janeiro a março, sabemos na edição noturna os que ficaram papeando na piscina ou desmaiados em volta desta, sempre em trajes sumários, sumaríssimos. E os instintos estarão, quase sempre, à flor da pele. E isso me faz lembrar os jacarés do papo amarelo, aquela espécie de jacaré que habitava rios, lagos e brejos próximos ao mar, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul e na bacia do Rio Paraná, chegando até o Pantanal. É que ali já estiveram trancafiados gente de quase todos os estados brasileiros. Largados em volta da piscina colocando em dia seus papos amarelos. E põe amarelos nisso.


A verdadeira natureza


Todos parecem desfrutar do mesmo DNA do Pedro Bial: belos, sarados e afinados com essa cultura de frivolidades de que a atração é seu fruto mais maduro e consumido. Quando Bial surge na tela com seus jargões pomposos – meus heróis, meus ídolos, tripulantes de minha nave, habitantes da casa mais vigiada do Brasil, meus mais-mais – os participantes dão uma última retocada no visual, uma nova cruzada de pernas, e como integrantes de bem ensaiado coral capricham no sorriso e retribuem o desejo de boa noite.


Bial não consegue disfarçar seu encantamento com aqueles espécimes humanos, fala como se Oráculo fosse e tem a plena convicção que jamais – jamais! – será contraditado ou contrariado por quaisquer deles – e não importa quão infamante seja seu gracejo ou quão estúpidas as observações a ser proferidas em tom ora solene ora galhofeiro. E todos sabem que agradar o Bial é o mesmo que aparecer bem nas casas de milhões de telespectadores.


Mas nem tudo está perdido. O Big Brother Brasil está a merecer estudo sociológico. A casa-jaula assemelha-se também a uma gaiola de hamsters (aqueles pequenos roedores brincalhões). São 80-90 dias de cativeiro, privados de intimidade, alvos de simpatia e da antipatia de uns e de outros, do ciúme e da inveja de uns e de outros, com tanto tempo ocioso e pouco afeitos à atividade de pensar, talvez acreditando piamente que pensar enlouquece.


Como hamsters, têm acesso à roda gigante: festas no sábado, gincanas premiando o vencedor com carros 0 km, esforço físico colossal para fixar na mente dos telespectadores a marca do detergente que pode limpar tudo menos os lugares vazios, muito vazios de ideais e de sentido para a vida.


Do ponto de vista financeiro a atração é uma mina de ouro. Muito merchandising, pouco investimento. Assim como é fácil de tratar o hamster e de o mesmo não necessitar de alimentação dispendiosa, a manutenção da casa do BBB é relativamente econômica. Eles mesmos são quem fazem a comida e esta precisa ser conquistada vencendo obstáculos. E agora o formato da Endemol inclui a existência da Casa Grande & Senzala – ou, como chamam seus participantes, a casa de luxo e o puxadinho.


Hamsters levam a vantagem de rapidamente conquistar a nossa simpatia com seu comportamento amistoso ao contrário dos heróis do Bial, que na maioria das vezes apenas revelam sua verdadeira natureza com o passar do tempo em cativeiro.


A maior tragédia


Nesta décima edição houve recorde de votos para eliminação de um participante: 92 milhões. Pausa para alguns rápidos cálculos. Neste paredão recorde, caso 100% dos votos tenha sido transmitido por ligação telefônica, podemos calcular que as ligações renderam R$ 27,6 milhões – considerando o preço da ligação a R$ 0,30.


Agora… sim, sempre tem um agora. Agora, vamos imaginar que a Rede Globo tenha feito um contrato ‘50% por 50%’, ou melhor, ‘meio a meio’ com uma operadora de telefonia. Então, nesse único paredão a emissora carioca teria embolsado nada desprezíveis R$ 13,8 milhões. Toda essa dinheirama em um único paredão. Acontece que em três meses a quantidade de paredões varia de 14 a 16. Portanto, seguindo certa mentalidade de nossos meios de comunicação, ante tamanho volume de dinheiro, algum desses empresários pensaria duas vezes antes de riscar de sua grade conteúdos que favoreçam e cultura e cidadania do povo brasileiro?


Outra constatação é que pensamentos egoístas e imagens preconceituosas dominam o programa ou, ao menos, a quase totalidade da edição do programa. Os que se sentem acima da média – que, aliás, é muito baixa – avocam para si o atributo de serem elas mesmas, de serem sinceras em suas opiniões, de não estarem jogando pra platéia e que ‘dinheiro não é tudo na vida’. Para estes, os outros apenas vêm confirmar o pensamento de Jean-Paul Sartre de ser, os outros, o próprio inferno.


O Big Brother Brasil é autoexplicativo. Mesmo quem diz que nunca assistiu consegue rapidamente formular opinião sobre o programa. Até porque é de longe fonte primária para o jornalismo de frivolidades – também conhecido como de entretenimento –, crítica de televisão e, na verdade, reedita o velho colunismo social dos jornais impressos. Só que bem mais ao gosto dos dias atravessados que vivemos, com direito a pergunta em rede nacional em horário nobre tão instrutiva e recatada quanto: ‘Você é ativo, passivo ou ambos?’ E a resposta de supetão: ‘Nessa idade, eu sou tudo’.


À sua maneira, os participantes se põem a conversar sobre tudo e todos, sobre tudo e nada. É uma pena que não consigam elaborar em 90 dias perguntas que façam a vida valer a pena. Penso em busca de respostas para questões essenciais: todo mundo é corrupto ou depende das circunstâncias? Você toparia tudo – mas tudo mesmo! – por dinheiro? Todo mundo mente, faz intriga, é fofoqueiro, traíra ou X9? Existe algum ser humano que seja confiável quando há muito dinheiro em jogo? Por que tenho medo de lhe dizer o que eu sou?


É que ainda não entendemos que a pior tragédia na vida de um homem é aquilo que morre dentro dele enquanto ele ainda está vivo. Não preciso escrever mais nada, né?

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Mestre em Comunicação pela UnB e escritor; criou o blog Cidadão do Mundo; seu twitter

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/04/2010 Sara R. Lange

    Queria tanto ver um desses intectuais anti-BBB tendo a chance de estar disputando seu milhãozinho… Gritariam do sofá: Oiiiiii Biaaaaalll!!!
    E não me condenem, não é nada pessoal, é só pela afinidade mesmo, é quem eu menos conversei aqui na casa…haha

  2. Comentou em 01/04/2010 Adonis Gasparini

    Washington, muito bom o seu texto, ótimo, gostei muito.Esse programa evidencia o que é utilizado hoje em dia como ferramenta de controle e manipulação do poder econômico.Existe uma semelhança, como um amálgama da criação do Aldous Huxley, em Adimirável Mundo Novo, como se essa felicidade comprada fosse o SOMA, que vicia e aliena os indivíduos.Mas o que assusta mesmo, é ver que não há uma idéia de fazer algo diferente, uma possibilidade de não criarmos néscios controlados, porque, me parece que o maior medo é estar do outro lado.Abraços, continue com o ótimo trabalho que vem fazendo.

  3. Comentou em 01/04/2010 Adonis Gasparini

    Washington, muito bom o seu texto, ótimo, gostei muito.Esse programa evidencia o que é utilizado hoje em dia como ferramenta de controle e manipulação do poder econômico.Existe uma semelhança, como um amálgama da criação do Aldous Huxley, em Adimirável Mundo Novo, como se essa felicidade comprada fosse o SOMA, que vicia e aliena os indivíduos.Mas o que assusta mesmo, é ver que não há uma idéia de fazer algo diferente, uma possibilidade de não criarmos néscios controlados, porque, me parece que o maior medo é estar do outro lado.Abraços, continue com o ótimo trabalho que vem fazendo.

  4. Comentou em 28/03/2010 Wallace Lima

    Continuando: Então fica difícil e perigoso falar em ‘qualidade’ porque então se corre o risco de ser reacionário, elitista, e uma porção de coisas do gênero. Pode-se (sem medo de ferir ou reprimir o gosto das pessoas ou de si próprio) discutir o problema do monopólio no mercado da música, do cinema, a onipresença de programas-padrão na TV comercial e os seus excessos que ferem o que está previsto na Constituição com relação às concessões públicas? Aí, sim, sem dúvida! Mas se for para se pretender discutir o que tem qualidade e o que não tem, fica muito mais complicado do que se possa imaginar. Quem estudou a história da literatura, aquela coisa das escolas literárias, vai perceber que todo movimento invariavelmente pretendia negar, reprimir, menosprezar radicalmente tudo o que caracterizava o movimento da escola anterior: o Arcadismo soberbamente negava, esnobava os valores cultivados no Barroco, porque este era exacerbado, ‘cafona’ e aquele não, era sóbrio, predominava o ‘bom senso’, o ‘bom gosto’; o mesmo ocorre com o Realismo em relação à Escola Romântica. Sempre reativos esses movimentos, sempre uma reação radical ao que havia antes. O Realismo era muito mais uma reação radical ao Romantismo do que propriamente uma visão fiel e objetiva do real. Acontece que tudo isso está no homem, na sua natureza, o trágico, o cômico, o dramalhão, somos tudo isso. Inegavelmente.

  5. Comentou em 28/03/2010 Wallace Lima

    Continuando: Então fica difícil e perigoso falar em ‘qualidade’ porque então se corre o risco de ser reacionário, elitista, e uma porção de coisas do gênero. Pode-se (sem medo de ferir ou reprimir o gosto das pessoas ou de si próprio) discutir o problema do monopólio no mercado da música, do cinema, a onipresença de programas-padrão na TV comercial e os seus excessos que ferem o que está previsto na Constituição com relação às concessões públicas? Aí, sim, sem dúvida! Mas se for para se pretender discutir o que tem qualidade e o que não tem, fica muito mais complicado do que se possa imaginar. Quem estudou a história da literatura, aquela coisa das escolas literárias, vai perceber que todo movimento invariavelmente pretendia negar, reprimir, menosprezar radicalmente tudo o que caracterizava o movimento da escola anterior: o Arcadismo soberbamente negava, esnobava os valores cultivados no Barroco, porque este era exacerbado, ‘cafona’ e aquele não, era sóbrio, predominava o ‘bom senso’, o ‘bom gosto’; o mesmo ocorre com o Realismo em relação à Escola Romântica. Sempre reativos esses movimentos, sempre uma reação radical ao que havia antes. O Realismo era muito mais uma reação radical ao Romantismo do que propriamente uma visão fiel e objetiva do real. Acontece que tudo isso está no homem, na sua natureza, o trágico, o cômico, o dramalhão, somos tudo isso. Inegavelmente.

  6. Comentou em 26/03/2010 Sérgio Lopes

    Gostaria de saber por que o meu comentário enviado, ontem, por volta de 22h, não foi publicado?
    Vocês me pediram para confirmar o email (vide abaixo), confirmei e nada.

    Este ?um email de confirma?o. N? responda a esta mensagem.
    Clique aqui para autorizar a publica?o de seu coment?io no artigo
    BIG BROTHER BRASIL
    A quintess?cia da frivolidade
    Washington Ara?o do site Observat?io da Imprensa.

  7. Comentou em 26/03/2010 Dimas Novaes

    Eu queria ouvir as sugestões dos senhores para uma ‘programação de qualidade’. Digam, zelosos guardiãs da consciência alheia, como a televisão poderia nos tornar melhores.

  8. Comentou em 26/03/2010 Wendel Anastacio

    … continuação.
    Se de um lado a ofensiva publicitária é cada vez mais intensa, buscando conquistar corações e mentes desde o berço, de outro alguns governos começam a se sensibilizar para a questão, instituindo formas de proteger a infância da televisão. Aliás, a Constituição brasileira diz que a lei deverá criar mecanismos para proteger a família da TV, lei que até hoje inexiste. Mas na Europa, a década de 1990 mostrou avanços sensíveis, impulsionados pela Convenção da ONU de 1989 que preconizava a necessidade de “encorajar o desenvolvimento de orientações apropriadas para proteger a criança de informações e materiais prejudiciais ao seu bem estar”.
    Colocando em prática essa orientação, França, Inglaterra, Alemanha e Itália estabeleceram regras de proteção à infância, entre elas a exigência de uma distinção clara por meio de sinais óticos ou sonoros das emissões publicitárias. É exatamente o oposto da confusão proposital efetivada pelo merchandising.
    Além disso, a Diretiva Européia sobre Televisão sem Fronteiras, adotada por vários países do continente, indica que os anúncios não devem incitar diretamente as crianças a comprar, ou estimulá-las a persuadir seus pais para que comprem alguma coisa, valendo-se da inexperiência e da credulidade infantis. … continua.

  9. Comentou em 25/03/2010 sergio ribeiro

    Repito: ninguém questionou o direito de escolha do cidadão ou falou em banir o programa da TV. A discussão é que valores estão sendo colocados e difundidos pelo programa. No meu entender maus valores. Se alguém quiser aceitá-los como seus, que fique à vontade.

  10. Comentou em 25/03/2010 sergio ribeiro

    Repito: ninguém questionou o direito de escolha do cidadão ou falou em banir o programa da TV. A discussão é que valores estão sendo colocados e difundidos pelo programa. No meu entender maus valores. Se alguém quiser aceitá-los como seus, que fique à vontade.

  11. Comentou em 25/03/2010 Well Fernandes

    O BBB nada mais é que um Misto Frio de B F Skinner com seus ratinhos da caixinha, Pavlov e seu cão a salivar, Charles Revson com seus esmaltes e suas estratégias patrocinando um programa de TV que é uma fraude. O público que se identifica por pura relação sado masoquista despejando uma verdadeira Fortuna on line aos que, de longa data, manipulam ao sabor do vento esta verdadeira Barca do Inferno Gilvicentiniana dos tempos atuais. Após o jantar, este mixto frio como ceia noturna é indigesto demais. Como Parvos são poucos os que pensam, seu texto é um verdadeiro remédio para esta ‘Azia Midiática’ caro Washington. Saudações

  12. Comentou em 24/03/2010 sergio ribeiro

    Me recuso a ler ou comentar qualquer coisa a respeito de BBB, pois é um programa que vive justamente de popularizar o fútil e o inútil. O que mais querem é que todo mundo comente, torça, se envolva (e eles faturem muito), como se todos fossem aquelas vizinhas desocupadas e fofoqueiras. Como a coluna de Washington sempre traz conversas pertinentes, apenas queria lembrar uma matéria que vi outro dia: um documentarista francês gravou um reality show em que a apresentadora incentivava os participantes a darem choques elétricos em um rapaz para levarem vantagem no jogo. O pior de tudo é que eles topavam. No fim foi revelado que tudo não passava de pegadinha, pois não havia choques e o rapaz não passava de um ator encenando. Isso demonstra que, em troca de dinheiro, vantagens e uma fama efêmera, as pessoas são capazes das coisas mais abjetas.

  13. Comentou em 24/03/2010 Wellington Fernandes

    Ricardo Oliveira está certo. O advogado ou bacharel baiano ALM é de uma mediocridade humana a toda prova. No passado deveria ser como o estudante paulistano Leo Neto e hoje deve ser colega do Angelo Queiróz. Todos tem um traço ao menos, em comum: comem gato por lebre e festejam o que há de pior na natureza humana: se satisfazer com pouco e ficar ali na altura do rodapé da porta. Eles precisavam se perguntar, como muito bem faz o autor do ilustrativo artigo: todo mundo é corrupto ou depende das circunstâncias? Você toparia tudo – mas tudo mesmo! – por dinheiro? Todo mundo mente, faz intriga, é fofoqueiro, traíra ou X9? Existe algum ser humano que seja confiável quando há muito dinheiro em jogo? Por que tenho medo de lhe dizer o que eu sou?

  14. Comentou em 24/03/2010 luiz reis

    Leo Estudante: calma, não fique tão irado pela crítica ao BBB… aliás, faz parte do pensamento medíocre atacar outros para defender sua idéia. Não é porque se fala do BBB que se apoia outras porcarias, mas entenda, o ponto chave é a questão da enorme ‘audiência’ do programa. Se você gosta, continue assistindo, sem problemas, ninguém aqui fez críticas a quem se presta a passar um tempo de sua vida (é curta, pense nisso) trazendo para dentro de si modelos de ignorância, narcisismo e auto-flegelação. A crítica é ao programa e ao tempo que se perde em frivolidades e não aos que se prestam a dedicar sua ‘mente’ acompanhando a vida de quem nem se conhece. Não digo que são idiotas, pois o termo é médico… mas é opinião minha, não do professor em seu artigo, registre-se.

  15. Comentou em 24/03/2010 Moises dos Santos Viana

    Gostei dos comentários de Leo Neto, São José dos Campos-SP – Estudante e de Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho , Salvador-BA – Advogado. Mostraram que os 10 anos de BBB deram certo. Veja, Folha, Globo e toda PIG têm seus filiados e militantes. E Bial se copilar as crônicas que lê, editar e vender, irá te rum publico interessado.

  16. Comentou em 24/03/2010 José Paulo Badaró

    Perfeito! Não mudaria uma virgula, mas acrescentaria pelo menos mais uns dois ou três parágrafos para examinar ou tentar entender o processo mental que faz desse espetáculo deprimente o prato predileto de monte de gente, que espontaneamente joga o seu rico dinheirinho no ralo na hora de ver um participante eliminado. Resquício de barbárie, das lutas pela sobrevivência dos gladiadores que agonizavam enquanto a turba delirante, sedenta de sangue, esperava avidamente que o Petrus Bialis de então decretasse a morte do mais fraco, apontando para baixo com a mão fechada e com o dedão estendido, como um sinal de positivo invertido?! Ou inocente divertimento para os incultos que se instalam confortavelmente nos sofás de suas casas e passam a observar aquilo tudo com “enorme sabedoria e censo de justiça”, decretando mentalmente: Aquele é viado, fulana é galinha, beltrano é mentiroso, fulana é falsa, ciclano é mau caráter, sem se preocuparem se no final das contas não vai sobrar ninguém para ganhar o milhão e meio?! Francamente, mais do que saber o que leva um ser humano a expor a sua ausência de dignidade e amor próprio dentro daquela jaula, para mim é saber o que se passa na cabeça dos freqüentadores desse zoológico.

  17. Comentou em 23/03/2010 DAX GONZAGA

    Concordo com o Sr Jorge Granja de Oliveira. Se não fosse o BBB ficaríamos privados de um artigo tão instrutivo, ponderado, filósofico. Tudo foi esmiuçado com maestria. As imagens que o senhor elencou foram sobejas, como a dos pigmeus éticos e gigantes materiais, a dos turistas visitando zoológico, os jacarés-de-papo-amarelo para se referir aqueles corpos sarados e inúteis estendidos ao sol em volta da piscina, os hamsters amestrados em sua roda gigante, o pensamento de Sartre (´o inferno são os outros´), a contabilização de 900 noites, 2 anos e 1/2 dedicados ao culto da frivolidade, enfim, texto irrepreensível e pensa mesmo é que o sr só nos tenha brindado com este na semana final do degradante programa global. Quanto ao comentário do estudante Leo Neto, só resta lamentar suas colocações, grosseiras para dizer o mínimo, e boa ilustração que o espírito Big Brother termina por criar adeptos inflamados de seu estilo de vida raso como a altura de uma gilete deitada. O estudante de São José dos Campos apenas vem confirmar como esta atração emburrece e embrutece as pessoas. É como o senhor mesmo diz… a atividade de pensar para alguns seres humanos é atividade de alta periculosidade pois teme-se que a pessoa enlouqueça de tanto pensar. O estudante pisou na bola mas ao menos tem tempo para refletir e seria bom que em vez de ficar falando (CONTINUA) )

  18. Comentou em 23/03/2010 Larissa Braga

    ‘Gigantes materiais e pigmeus éticos.’ iRRETOCÁVEL sua análise professor. Há muito que vejo como lastimável a opção de líder de audiência em tevê aberta mostrar essa coisa chamada BBB. O desnível é chocante. Tanta decadência em troco de dinheiro. O papel do Pedro Bial é ridículo, o palhaço da corte platinada. O merchandising é delirante. Há muita falsidade e malícia nesse programa que parece feito para agradar o filhote do Boni, o tal Boninho. Fomos reduzidos, como o snr bem o diz a meros animais de zoológico, a diferença é que aqui as vísceras estão expostas. Estou enviando seu texto e publicando no meu sítio.

  19. Comentou em 10/11/2006 shirlei Santos Silva

    Recebi o texto abaixo e, ate o momento, não consegui descobrir se é verídico ou não;
    Como é extenso, enviarei parcionado.
    Quinta-feira, Outubro 26, 2006 Poder mundial sela acordo entre PT e PSDB para que Alckmin perca agora e concilie no próximo governo Lula Edição de Quinta-feira do Alerta Total Por Jorge Serrão A eleição presidencial brasileira não será decidida pelos 125 milhões 913 mil 479 eleitores aptos a comparecer às urnas no domingo. O resultado do pleito já foi resolvido, em acordos secretos, nos bastidores dos centros de poder mundial, por grupos que governam o mundo de verdade. O Centro Tricontinental (sediado na Bélgica), que representa a nobreza econômica européia, investe na reeleição de Lula, no Brasil, e aposta em candidatos ligados ao Foro de São Paulo, para governar os países da América Latina. Em nome da divisão dos negócios globalizados, este pouco conhecido grupo fechou um acordo com o Diálogo Interamericano (do qual o tucano FHC é membro, e onde Lula da Silva é aceito) para que o governo do PT tenha continuidade – e não seja derrubado ou impedido por sua pretensa oposição tucana. Outro grupo de poder ligado aos europeus, o CFR (Council on Foreign Relations dos EUA), faz a interface com o Foro de São Paulo (organismo fundado pelo PT, em 1990, que congrega as esquerdas do continente e mais 153 organizações narcoguerrilheiras na América Latina).

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