Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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MONITOR DA IMPRENSA > ZIMBÁBUE

Ação policial intimida imprensa

22/02/2005 na edição 317

Policiais do Zimbábue invadiram, na semana passada, os escritórios de três jornalistas, sob alegação de que estariam procurando equipamentos de espionagem. Como nada foi encontrado nos locais de trabalho de Angus Shaw, Jan Raath e Brian Latham, que são correspondentes para a Associated Press, London Times e jornais da África do Sul, respectivamente, a polícia resolveu prendê-los sob a acusação de que estariam exercendo a profissão sem a licença oficial do governo.

Em uma polêmica legislação aprovada em 2002, o presidente Robert Mugabe determinou que todos os jornalistas e veículos de comunicação do país precisam de uma licença concedida por uma comissão governamental. O não cumprimento da lei pode levar a dois anos de prisão.

A advogada dos três jornalistas, Beatrice Mtetwa, classificou a busca dos policiais, que durou seis horas na noite de segunda-feira (14/2), de abusiva e intimidatória. ‘A polícia foi aos escritórios deles com alegações diversas, então é óbvio que ela não sabia do que iria acusá-los. Os policiais estavam arrumando razões para conseguir prendê-los’, disse ela. Angus Shaw afirmou, em entrevista à BBC News [15/2/05], que ele e seus colegas já pediram a renovação de suas licenças, para que possam trabalhar legalmente.

A Federação Internacional de Jornalistas [15/2/05] declarou que a ação policial faz parte de uma ‘nova onda de intimidação e terror contra a imprensa’. As autoridades do país estariam tentando assustar os profissionais antecipadamente por causa das eleições parlamentares, marcadas para o fim de março. ‘Nos últimos dois anos, a mídia do Zimbábue tem vivido em um estado de censura e paralisia’, protestou Aidan White, secretário-geral da Federação, acrescentando que membros da imprensa em todo o mundo condenaram estes ataques recentes.

As autoridades zimbabuanas declararam que jornalistas estrangeiros podem se inscrever para a cobertura das eleições, mas que não há garantia de que todos os candidatos poderão fazê-lo.

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