Terça-feira, 22 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº955

MONITOR DA IMPRENSA > GRAMPOS TELEFÔNICOS

Ações contra a News Corp chegam aos EUA

Por lgarcia em 12/04/2012 na edição 689

Tradução e edição: Leticia Nunes

 

O escândalo dos grampos telefônicos ilegais que provocou uma verdadeira crise no jornalismo britânico parece ter chegado aos tribunais americanos. Três ações devem ser abertas nos EUA contra a News Corporation por conta de acusações de grampos. As pessoas que movem as ações, representadas pelo advogado Mark Lewis, não foram identificadas. Mas, segundo o jornal britânico Daily Mail, especula-se que sejam o jogador de futebol David Beckham, o ex-mordomo da princesa Diana Paul Burrel, e alguém ligado ao ator Jude Law.

Lewis não citou o nome do jornal acusado de invadir a privacidade de seus clientes, e revelou apenas que uma das vítimas de grampo tinha ligação com a princesa Diana e a família real, a segunda tem relação com a seleção inglesa de futebol, e a terceira fazia parte de um “caso hollywoodiano”, já que a pessoa seria próxima a uma celebridade. Os processos deverão ser abertos nos EUA porque existe a alegação de que os grampos ocorreram enquanto as pessoas estavam no país. O advogado afirmou que um dos clientes é cidadão americano.

Fogo cruzado

Em uma entrevista ao site Daily Beast, Lewis afirmou que todos os números que supostamente foram hackeados estavam nas anotações do detetive Glenn Mulcaire, que trabalhava para o News of the World, fechado no ano passado. O tabloide pertencia à News International, subsidiária da News Corp no Reino Unido.

O advogado também alegou que não apenas celebridades tiveram seus telefones grampeados, mas também pessoas ligadas a elas. “Isso está ficando vada vez maior. Não envolve apenas o primeiro time das celebridades, mas pessoas que estavam em seus círculos de convivência – que ligavam para elas ou trabalhavam com elas; o que eu chamaria de pessoas comuns que foram pegas no fogo cruzado”, completou.

Lewis também representa a família da adolescente Milly Dowler, que foi sequestrada e assassinada no Reino Unido, em 2002, e teve o celular grampeado a mando do News of the World enquanto estava desaparecida. O jornal buscava um furo, já que havia a possibilidade da jovem ter fugido de casa. Os detetives do tabloide chegaram a apagar mensagens de sua caixa postal, o que levou a polícia a acreditar que a menina estava viva. Foi o caso de Milly Dowler que estourou de vez o escândalo dos grampos e levou ao fechamento do jornal.

A News Corp já fechou mais de 60 acordos no tribunal com vítimas de grampos no Reino Unido, e enfrenta mais uma série de processos no país. O caso dos grampos levou o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a pedir a abertura de um inquérito para avaliar os padrões éticos na imprensa sensacionalista e sua relação com as autoridades do país. Com informações do Daily Mail [11/4/12], CNN [12/4/12] e Huffington Post [12/4/12]. 

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