Domingo, 21 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1033
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MONITOR DA IMPRENSA >

Agência quer vender entrevista de Josef Fritzl

18/03/2009 na edição 529

O austríaco Josef Fritzl, acusado de estuprar e manter como refém sua própria filha por 24 anos, pode dar em breve sua versão da história em uma entrevista exclusiva à agência de notícias britânica Central European News (CEN). A organização de mídia, que tem escritórios em Viena, entrou em contato com o advogado de Fritzl e ofereceu encontrar um comprador para a entrevista, que deverá ser feita após o julgamento, em um prisão austríaca, e divulgada daqui a dois meses.


Michael Leidig, jornalista e proprietário da CEN, informou que a agência ofereceu-se para agir como intermediária de um acordo, que, segundo especulou, pode valer um milhão de euros. De acordo com seus planos, os lucros iriam para a filha de Fritzl, Elisabeth, para que ela pudesse reconstruir uma nova vida fora da atenção pública. Leidig ainda disse que nem ele ou sua agência estaria recebendo dinheiro pelos serviços de negociação. ‘Esta é uma chance de colocar um fim à obsessão da mídia. Tivemos exemplos de pessoas pagando milhares de euros por entrevistas com familiares distantes. Isto daria a Elisabeth algum dinheiro para ter algo que nunca teve’, comentou ele.


O caso virou negócio


O tablóide alemão Bild Zeitung e o austríaco Österreich chamam Fritzl de ‘monstro do incesto’. No sítio do diário alemão, é possível fazer um tour virtual da casa onde ele prendeu sua filha e três dos seis filhos que teve com ela – uma sétima criança morreu ainda bebê. O jornalista Allan Hall, do britânico Daily Telegraph, escreveu uma biografia sobre o austríaco, chamada Monstro e publicada em novembro de 2008. A irmã da ex-mulher de Fritzl já concedeu diversas entrevistas à mídia e disse que seu cunhado pensa em transformar o local onde Elisabeth morou em museu, cobrando 10 euros pelo ingresso. Um tablóide alemão chegou a divulgar que o austríaco tentou vender – sem sucesso – a transcrição de seu depoimento à polícia por quatro milhões de euros, assim como desenhos dos seus filhos com Elisabeth. Informações de Sam Jones [The Guardian, 16/3/09] e de Euny Hong [France 24, 17/3/03].

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