Sexta-feira, 22 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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MONITOR DA IMPRENSA > LIBERDADE DE IMPRENSA

Agente federal apaga fitas de repórteres em discurso de juiz

20/04/2004 na edição 273

No dia 7/4, durante um discurso do juiz da Suprema Corte dos EUA Antonin Scalia na Presbyterian Christian High School, na cidade de Hattiesburg, no Mississipi, dois repórteres tiveram suas fitas de áudio confiscadas e apagadas por uma agente federal. O juiz não permite que suas aparições públicas sejam gravadas ou filmadas. Esta política, entretanto, não havia sido anunciada aos repórteres.

Em uma carta enviada a Lucy A. Dalglish, diretora-executiva do Comitê de Repórteres pela Liberdade de Imprensa, Scalia desculpou-se pela destruição das fitas dos jornalistas, e prometeu que, a partir de agora, irá permitir que repórteres da mídia impressa gravem seus discursos. Lucy havia protestado contra a ação tomada pela agente federal Melanie Rube sobre as fitas das jornalistas Antoinette Konz, do Hattiesburg American, e Denise Grones, da Associated Press, e publicou a carta de Scalia na internet. Nela, o juiz afirma que a preocupação de Lucy é ‘justificada’ e diz que também ficou chateado ao saber da ação da agente federal.

Scalia e o U.S. Marshals Service (órgão judiciário federal com poder de polícia, para o qual trabalha a agente) foram severamente criticados por defensores da liberdade de imprensa, que disseram que o ato de apagar a fita dos repórteres vai contra os princípios da Primeira Emenda e possivelmente contra uma lei que proíbe que agentes federais confisquem materiais de jornalistas, mesmo durante a investigação de crimes.

Segundo Charles Lane [The Washington Post, 13/4/04], ainda não se sabe se a decisão de Scalia bastará para acalmar seus críticos. Mesmo que tenha demonstrado boa vontade em permitir que repórteres de jornais gravem seus discursos para que possam citá-lo com exatidão, ele continua a proibir que jornalistas de rádio e televisão façam o mesmo, só que com o objetivo de transmiti-los. Barbara Cochran, presidente da associação Radio-Television News Directors, enviou uma carta aberta para Scalia dizendo que a política adotada por ele é discriminatória contra jornalistas de rádio e TV.

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