Terça-feira, 21 de Maio de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1038
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MONITOR DA IMPRENSA >

Al-Jazira entrevista detento por telefone

17/04/2009 na edição 533

Um detento da prisão de Guantánamo, em Cuba, telefonou para a rede de TV al-Jazira para contar que havia sido espancado por se recusar a deixar sua cela. Mohammed el Gharani, jovem de 21 anos do Chade, acabou protagonizando a primeira entrevista midiática de um prisioneiro direto da controversa base militar americana.


Gharani afirmou que os guardas o haviam espancado com bastões e espirrado gás lacrimogêneo. Os comentários foram publicados no sítio da al-Jazira na terça-feira (14/4). Os EUA nunca permitiram que jornalistas entrevistassem detentos de Guantánamo, e a emissora do Catar não revelou como foi feito o contato.


Um porta-voz do centro de detenção afirmou ao jornal Miami Herald que, aparentemente, Gharani usou uma de suas ligações semanais para a família para falar com o repórter da al-Jazira. O porta-voz ressaltou que não há evidências dos abusos reportados pelo detento. Gharani não especificou datas, mas afirmou que foi espancado após a eleição do presidente Barack Obama – que já ordenou o fechamento de Guantánamo. Ele contou que não queria sair da cela porque havia sido proibido de manter contato com outros prisioneiros e porque haviam negado que comesse ‘comida normal’.


Gharani foi preso em uma mesquita no Paquistão, em 2001, pela polícia local, e entregue ao Exército dos EUA em 2002. Em janeiro, um juiz americano ordenou sua soltura, derrubando as alegações de que ele faria parte da al-Qaeda e teria trabalhado para o Talibã no Afeganistão. Hoje, Gharani é mantido em uma seção especial de Guantánamo onde os prisioneiros aguardam a libertação. Informações da AP [15/4/09].

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