Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

MONITOR DA IMPRENSA > IRAQUE

Ameaças comprometem cobertura da eleição

28/12/2004 na edição 309

Um folheto distribuído na periferia de Faluja oferecia dinheiro a quem que fornecesse informação sobre repórteres, tradutores e motoristas de jornais e empresas estrangeiras. A situação está assustando jornalistas às vésperas das eleições, marcadas para 30/1/05. De acordo com o Integrated Regional Information Networks [21/12/04], os folhetos sugerem aos jornais que tomem cuidado para não influenciar o público na escolha de candidatos e que os jornalistas que entram na zona verde do Iraque estão sendo monitorados. A ameaça se estende aos sítios de internet que, segundo o grupo, serão monitorados com muito cuidado.

A decisão de abrir as portas à mídia desagradou aos rebeldes que querem boicotar as eleições, e já anunciaram que os postos de votação serão possíveis alvos. Jornalistas estrangeiros limitam seus movimentos e recorrem a colegas iraquianos para cobrir áreas que não podem alcançar. Funcionário do Ministério do Interior disse ter dificuldade para garantir segurança à mídia e pediu que os repórteres e suas equipes não façam movimentos desnecessários.

O jornal árabe Asharq al-Awsat fechou seu escritório em Bagdá depois de receber ameaças de grupo revoltoso, que acusou o jornal de publicar informações falsas em matéria sobre o parentesco do líder do grupo, Omar Hadid, com o chefe da al-Jazira no Iraque, Hamid Hadid. Hamid disse que apenas tem o mesmo sobrenome do insurgente.

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