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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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MONITOR DA IMPRENSA > VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS

Ameaças impedem cobertura fiel na Palestina

24/08/2004 na edição 291

O mundo não obtém um retrato fiel da situação da Palestina pela mídia porque os jornalistas que ali trabalham estão sob constante ameaça, reporta o Boston Globe [15/8/04]. Quando aconteceram os ataques terroristas de 11/9/2001 nos EUA, por exemplo, um câmera da AP foi advertido pela Autoridade Palestina de que não deveria divulgar imagens de palestinos celebrando os atentados. ‘Não podemos garantir sua vida’, declararam as autoridades à agência. As chocantes cenas de comemoração popular rapidamente desapareceram da imprensa mundial.

Em junho deste ano, o repórter Abu Toameh revelou nas páginas do Jerusalem Post que a Brigada de Mártires Al Aqsa, braço armado do partido de Yasser Arafat, o Fatah, admitiu ter agredido um fotógrafo da agência France Presse, deixando-o com os dois braços quebrados. No mês seguinte, o Sindicato de Jornalistas da Palestina, organização que apóia Arafat, anunciou que o profissional que noticiasse os distúrbios políticos que aconteciam na Faixa de Gaza seriam severamente punidos. Pela cobertura desses mesmos confrontos, jornalistas de canais de notícias árabes foram ameaçados por homens armados há duas semanas.

Esse tipo de ameaça à imprensa não é privilégio da Palestina. Logo após os americanos terem invadido Bagdá, o executivo da CNN Eason Jordan admitiu em artigo na imprensa que a emissora regularmente suprimia as atrocidades cometidas pelo regime de Saddam Hussein do noticiário para proteger seus funcionários no Iraque.

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